AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Sobre os métodos e exames de imagem das doenças venosas, podemos afirmar:
Pesquisa de refluxo venoso → Paciente em ortostatismo para maximizar pressão hidrostática e detectar falha valvular.
O Doppler em posição ortostática é o padrão-ouro para avaliar insuficiência venosa, pois permite a visualização adequada do refluxo sob estresse gravitacional.
A avaliação das doenças venosas evoluiu significativamente com o advento do Ecodoppler. Para a patologia obstrutiva (como a TVP), o exame pode ser realizado em decúbito, focando na compressibilidade das veias. No entanto, para a patologia funcional (insuficiência venosa), a dinâmica do fluxo é o ponto principal. A posição ortostática, com o peso do corpo apoiado no membro contralateral, permite que o examinador realize manobras de compressão e descompressão distal ou manobra de Valsalva para provocar e medir o tempo de refluxo. Valores acima de 0,5s para veias superficiais e 1,0s para veias profundas são geralmente considerados patológicos.
A posição ortostática (em pé) aumenta a pressão hidrostática nas veias dos membros inferiores. Isso é crucial para testar a competência das válvulas venosas; se as válvulas falham, a gravidade provoca o refluxo, que é detectado pelo Doppler. Em decúbito, o refluxo pode não ocorrer espontaneamente.
Atualmente, o Ecodoppler venoso é o método de escolha e mais utilizado para o diagnóstico de Trombose Venosa Profunda (TVP) devido à sua alta sensibilidade, especificidade e natureza não invasiva, tendo substituído a venografia na rotina clínica.
Embora o Doppler possa sugerir a presença de varizes pélvicas, os melhores exames para diagnóstico e avaliação da extensão da síndrome de congestão pélvica são a Angiotomografia ou a Angiorressonância Magnética, que oferecem melhor visualização da anatomia venosa abdominal e pélvica.
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