HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
A ecocardiografia sob estresse é um método não invasivo, estabelecido para a avaliação de pacientes com doença arterial coronária. Qual, dentre as alternativas abaixo, NÃO constitui indicação para a realização do ecocardiograma sob estresse na doença arterial coronária crônica?
Eco estresse NÃO é rotina pós-revascularização; é para sintomas, estratificação de risco ou avaliação de viabilidade.
A ecocardiografia sob estresse não é indicada como exame de rotina em pacientes assintomáticos após revascularização do miocárdio. Sua utilização é reservada para avaliação de sintomas, estratificação de risco em casos específicos ou para pesquisa de isquemia ou viabilidade miocárdica.
A ecocardiografia sob estresse é uma ferramenta diagnóstica não invasiva valiosa na avaliação da doença arterial coronária (DAC) crônica, permitindo identificar isquemia miocárdica induzível e estratificar o risco cardiovascular. Sua aplicação é ampla, abrangendo desde pacientes com sintomas atípicos até aqueles com alterações eletrocardiográficas que dificultam a interpretação de testes de esforço convencionais. As indicações bem estabelecidas incluem a estratificação de risco em pacientes com DAC conhecida, a investigação de isquemia em indivíduos assintomáticos com testes ergométricos inconclusivos, a avaliação de isquemia na presença de bloqueio de ramo esquerdo ou outras alterações eletrocardiográficas que impeçam a análise adequada, e a avaliação de viabilidade miocárdica para guiar decisões de revascularização. No entanto, é crucial entender que a ecocardiografia sob estresse NÃO é indicada como exame de rotina em pacientes assintomáticos e estáveis após revascularização do miocárdio. A realização indiscriminada desses exames pode levar a resultados falso-positivos, ansiedade do paciente e procedimentos invasivos desnecessários. A decisão de realizar o exame deve ser baseada em critérios clínicos bem definidos, como o surgimento de novos sintomas ou a necessidade de reestratificação de risco.
As indicações incluem estratificação de risco, avaliação de isquemia em pacientes assintomáticos com teste ergométrico positivo/duvidoso, avaliação de isquemia na presença de bloqueio de ramo esquerdo ou alterações eletrocardiográficas, e avaliação de viabilidade miocárdica.
Em pacientes assintomáticos e estáveis após revascularização, a avaliação de rotina com exames de estresse não demonstrou benefício em termos de desfechos clínicos e pode levar a exames e procedimentos desnecessários. A avaliação é guiada por sintomas ou nova estratificação de risco.
No estresse farmacológico (ex: com dobutamina em baixas doses), a melhora da contratilidade em segmentos disfuncionais sugere miocárdio hibernado, ou seja, viável, que pode se beneficiar de revascularização.
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