HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Qual das opções abaixo é uma indicação de ecocardiografia fetal durante o pré- natal?
Indicações de ecocardiografia fetal incluem: diabetes pré-gestacional, cardiopatia congênita parental/irmão, translucência nucal aumentada.
A ecocardiografia fetal é um exame especializado para avaliar o coração do feto, sendo indicada em gestações com fatores de risco para cardiopatias congênitas. Fatores como diabetes pré-gestacional materno, histórico familiar de cardiopatia congênita (pais ou filhos anteriores) e achados anormais no ultrassom morfológico (como translucência nucal aumentada) aumentam significativamente o risco e justificam a realização do exame.
A ecocardiografia fetal é um exame ultrassonográfico especializado e detalhado do coração do feto, fundamental para o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas, que são as anomalias congênitas mais comuns. Sua realização é indicada em gestações de risco aumentado, permitindo o planejamento do parto e do tratamento pós-natal, melhorando o prognóstico. As indicações para a ecocardiografia fetal são diversas e podem ser divididas em maternas, fetais e familiares. Fatores maternos incluem diabetes pré-gestacional (tipo 1 ou 2), uso de teratógenos cardíacos, doenças autoimunes com risco de bloqueio cardíaco fetal (como lúpus), e infecções como rubéola. O diabetes pré-gestacional, em particular, aumenta significativamente o risco de diversas malformações cardíacas. Do ponto de vista fetal, achados no ultrassom morfológico de rotina, como translucência nucal aumentada no primeiro trimestre, suspeita de anomalia cardíaca, arritmias fetais, hidropsia ou outras anomalias extracardíacas, justificam a ecocardiografia. Além disso, um histórico familiar de cardiopatia congênita em pais ou filhos anteriores eleva o risco de recorrência, tornando o exame essencial para o rastreamento. A identificação precoce dessas condições permite o aconselhamento familiar, a escolha do local de parto adequado e a intervenção imediata após o nascimento, quando necessário.
As indicações maternas incluem diabetes pré-gestacional (tipo 1 ou 2), uso de teratógenos (como lítio, anticonvulsivantes), fenilcetonúria materna não controlada, doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, Síndrome de Sjögren) e infecções maternas (rubéola, CMV).
O histórico familiar é uma indicação forte se houver cardiopatia congênita em pais, irmãos ou outros parentes de primeiro grau, devido ao aumento do risco genético de recorrência.
Achados como translucência nucal aumentada no primeiro trimestre, suspeita de anomalia cardíaca no ultrassom de rotina, arritmias fetais, hidropsia fetal, restrição de crescimento intrauterino e outras anomalias congênitas extracardíacas são indicações para o exame.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo