Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Mulher de 55 anos de idade, IMC de 24, G5P5NA0, menopausa aos 50 anos, assintomática, vai ao ginecologista para mostrar os resultados dos exames. A ultrassonografia endovaginal que evidencia eco endometrial de 6mm. Qual a conduta mais adequada?
Mulher pós-menopausa assintomática + eco endometrial < 8mm → Conduta expectante.
Em mulheres pós-menopausa assintomáticas, um eco endometrial de até 5mm é geralmente considerado normal. Valores entre 5-8mm, especialmente em pacientes assintomáticas, podem ser acompanhados, pois o risco de malignidade é baixo. A conduta expectante com reavaliação é apropriada.
O rastreamento e manejo do eco endometrial em mulheres pós-menopausa é um tópico crucial na ginecologia. A espessura endometrial é avaliada por ultrassonografia transvaginal, sendo um marcador importante para a saúde endometrial. Em mulheres assintomáticas, o limiar para investigação invasiva é geralmente mais elevado do que em mulheres com sangramento pós-menopausa. A fisiopatologia da hiperplasia e câncer de endométrio está frequentemente ligada à exposição estrogênica sem oposição progestogênica. O diagnóstico diferencial de um eco endometrial aumentado inclui hiperplasia endometrial (simples, complexa, com ou sem atipias), pólipos endometriais e carcinoma endometrial. A avaliação deve sempre considerar o status sintomático da paciente. A conduta varia conforme a apresentação. Para mulheres pós-menopausa assintomáticas com eco endometrial de até 5mm, a conduta é expectante. Valores entre 5-8mm em assintomáticas podem ser acompanhados. Se houver sangramento pós-menopausa, qualquer espessura endometrial >4-5mm exige investigação invasiva para excluir malignidade.
Em geral, um eco endometrial de até 5mm é considerado normal em mulheres pós-menopausa assintomáticas, embora alguns autores considerem até 8mm aceitável para seguimento.
A investigação invasiva (biópsia, histeroscopia) é indicada em mulheres pós-menopausa com sangramento vaginal ou em assintomáticas com eco endometrial persistentemente >5mm ou >8mm, dependendo do protocolo.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menopausa tardia, diabetes, hipertensão, uso de tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos.
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