HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Roberta de 17 anos, G1, IGC: 35+5/7d, sem comorbidades. Admitida no pronto atendimento com quadro de convulsão tônico-clônica generalizada. Ao exame: pressão arterial: 200x120 mmHg; FC: 120 bpm; FR: 24 irpm; afebril. Paciente edemaciada (4/4+). Abdome gravídico, com tônus uterino normal, dinâmica uterina ausente, BCF = 100 bpm. Colo uterino longo, grosso, posterior, fechado. A droga de escolha inicial para tratamento da eclampsia é:
Eclampsia → Sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenir recorrência das convulsões.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de primeira linha na eclampsia, agindo como neuroprotetor e estabilizador de membrana. Sua administração é crucial para controlar a crise e prevenir novas convulsões, sendo superior a outros anticonvulsivantes como fenitoína ou diazepam para este fim específico.
A eclampsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto imediato. Representa uma emergência obstétrica com alto risco de morbimortalidade materna e fetal, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para otimizar os desfechos. A incidência varia globalmente, mas permanece uma das principais causas de morte materna. A fisiopatologia da eclampsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e isquemia cerebral, resultando em edema e irritabilidade cortical. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma paciente com sinais de pré-eclâmpsia (hipertensão, proteinúria). É fundamental diferenciar de outras causas de convulsão na gravidez, como epilepsia preexistente ou outras condições neurológicas. A monitorização fetal é essencial, pois a convulsão materna pode levar a bradicardia fetal. O tratamento da eclampsia tem como objetivo principal controlar as convulsões e prevenir sua recorrência, além de estabilizar a pressão arterial e, eventualmente, proceder à interrupção da gestação. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para o controle e prevenção das convulsões devido ao seu efeito neuroprotetor e estabilizador de membrana. A hidralazina ou labetalol são usados para controle da hipertensão grave. Após a estabilização materna, a interrupção da gestação é geralmente indicada, independentemente da idade gestacional, para resolver a doença.
A eclampsia é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia. Sinais incluem hipertensão grave, proteinúria, edema, cefaleia, alterações visuais e dor epigástrica.
A dose de ataque usual é de 4-6g IV em 15-20 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1-2g/hora IV. É crucial monitorar reflexos patelares, frequência respiratória e diurese.
Os principais efeitos adversos incluem hiporreflexia, depressão respiratória e parada cardíaca. Em caso de toxicidade, o antídoto é o gluconato de cálcio 10% IV.
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