FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Primigesta, 16 anos, com 35 semanas de gestação, procura Unidade Básica de Saúde por mal- estar, turvação visual e cefaleia. Durante a avaliação inicial, foi aferida PA: 150x100. Prescrito metildopa 250 mg e a gestante ficou em repouso por 30 minutos. Evoluiu com piora clínica e PA: 180x110 mmHg. Foi solicitada transferência para a maternidade referência, e durante o transporte, a gestante apresentou convulsão tônicoclônica generalizada. Administrado sulfato de magnésio (dose de ataque) IV, mas, ao chegar na referência, a gestante apresentou novo episódio de convulsão. Qual a conduta correta para este caso?
Eclâmpsia refratária ao sulfato de magnésio → administrar metade da dose de ataque + manter manutenção + avaliar via de parto.
Em casos de eclâmpsia refratária ao sulfato de magnésio (nova convulsão após dose de ataque), deve-se administrar uma dose adicional de sulfato (geralmente metade da dose de ataque) e garantir a manutenção, enquanto se avalia a condição materna e fetal para definir a via de parto.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou no pós-parto imediato, sem outra causa neurológica. A incidência varia globalmente, sendo uma das principais causas de mortalidade materna e morbidade fetal. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de primeira linha e o mais eficaz para prevenir e tratar as convulsões eclâmpticas. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e isquemia cerebral, levando às convulsões. O sulfato de magnésio atua estabilizando as membranas neuronais e reduzindo a liberação de acetilcolina. A eclâmpsia refratária ocorre quando uma nova convulsão se manifesta após a dose de ataque ou durante a manutenção do sulfato de magnésio. O tratamento da eclâmpsia refratária envolve a administração de uma dose adicional de sulfato de magnésio (geralmente 2g IV), mantendo a dose de manutenção e monitorando os sinais de toxicidade. É crucial avaliar a vitalidade fetal e materna e definir a via de parto, que pode ser vaginal ou cesariana, dependendo das condições clínicas. O prognóstico materno e fetal melhora com o controle rápido das convulsões e a resolução da gestação.
A eclâmpsia refratária é definida pela ocorrência de uma nova convulsão após a administração completa da dose de ataque do sulfato de magnésio, ou convulsões persistentes apesar da dose de manutenção.
A conduta inicial é administrar uma dose adicional de sulfato de magnésio (geralmente 2g IV em 5-10 minutos), garantir a manutenção e monitorar os níveis séricos, além de avaliar a condição materna e fetal.
Após a estabilização da paciente e controle das convulsões, a via de parto deve ser definida com base na idade gestacional, condições cervicais, vitalidade fetal e gravidade do quadro materno. A cesariana é indicada em casos de urgência obstétrica.
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