SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Mulher, 21 anos, G1 P0 A0, melanodérmica, com cartão de pré-natal apresentando 8 consultas presenciais descritas e níveis pressóricos normais no decorrer da gestação. Evoluiu para parto normal a termo, sem intercorrências. No alojamento conjunto, após 18 horas do parto, a paciente apresentou convulsão tonico-clônica generalizada. Qual é a hipótese diagnóstica e as condutas?
Convulsão pós-parto em paciente com pré-natal normal → Eclâmpsia puerperal = Sulfato de magnésio + avaliação laboratorial.
A eclâmpsia puerperal pode ocorrer até 6 semanas pós-parto, mesmo em pacientes com pré-natal sem intercorrências pressóricas. A conduta inicial para convulsão eclâmptica é o sulfato de magnésio, que é o anticonvulsivante de escolha, seguido de avaliação laboratorial para investigar disfunção orgânica.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em mulheres grávidas, puérperas ou no pós-parto imediato. A eclâmpsia puerperal, especificamente, ocorre após o parto, sendo uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbimortalidade materna e neonatal. Mesmo pacientes com pré-natal aparentemente normal e níveis pressóricos controlados podem desenvolver eclâmpsia puerperal, o que ressalta a importância da vigilância no pós-parto. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e isquemia cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na ocorrência de convulsão em puérpera, e deve ser diferenciado de outras causas de convulsão. A conduta inicial para a convulsão eclâmptica é a administração de sulfato de magnésio, que é o anticonvulsivante de primeira linha. Além disso, é fundamental estabilizar a paciente, monitorar sinais vitais, avaliar a via aérea e realizar exames laboratoriais para investigar a extensão do comprometimento orgânico e guiar o manejo subsequente.
A eclâmpsia puerperal é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional, que ocorrem após o parto, geralmente nas primeiras 48-72 horas, mas podendo se estender por até 6 semanas pós-parto.
O sulfato de magnésio é o tratamento de escolha devido à sua eficácia superior na prevenção e controle das convulsões eclâmpticas, agindo como um depressor do sistema nervoso central e vasodilatador, com menos efeitos colaterais graves em comparação com outros anticonvulsivantes.
Devem ser solicitados exames como hemograma completo, função renal (creatinina, ureia), função hepática (AST, ALT, DHL), coagulograma (plaquetas, TP, TTPa) e pesquisa de proteinúria, para avaliar a extensão da disfunção orgânica associada à pré-eclâmpsia/eclâmpsia.
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