FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Puérpera, na 2ª hora pós-parto cesáreo indicado por eclampsia, está em uso de sulfato de magnésio 1g/hora. Não apresenta crise convulsiva, porém, mantém níveis pressóricos de 160 × 110 mmHg. Assinale a alternativa que contém a conduta correta nesses casos:
Eclampsia pós-parto: Manter MgSO4 para profilaxia convulsiva e tratar hipertensão com anti-hipertensivos (ex: hidralazina).
Em puérperas com eclampsia, o sulfato de magnésio deve ser mantido para profilaxia de novas crises convulsivas, mesmo na ausência de convulsões ativas. A hipertensão persistente, mesmo sem convulsões, deve ser tratada ativamente com anti-hipertensivos como a hidralazina para prevenir complicações maternas.
A eclampsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto, na ausência de outras causas neurológicas. A eclampsia pós-parto pode ocorrer até 6 semanas após o parto, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A incidência varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. O manejo adequado é crucial para a segurança da mãe e do recém-nascido. A fisiopatologia da eclampsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e hiper-reflexia, levando a lesão de órgãos-alvo, incluindo o cérebro. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, atuando como um depressor do sistema nervoso central e vasodilatador. Sua administração deve seguir um protocolo de dose de ataque e manutenção, monitorando sinais de toxicidade, como depressão respiratória e arreflexia. No pós-parto, mesmo sem convulsões ativas, a manutenção do sulfato de magnésio é fundamental para a profilaxia. A hipertensão persistente, com níveis pressóricos acima de 160/110 mmHg, exige tratamento imediato com anti-hipertensivos intravenosos (hidralazina, labetalol) ou orais (nifedipino) para evitar complicações como acidente vascular cerebral. A monitorização rigorosa da pressão arterial, diurese e reflexos é essencial. O objetivo é estabilizar a paciente e prevenir recorrências, garantindo uma recuperação segura.
O sulfato de magnésio deve ser mantido por pelo menos 24 horas após a última convulsão ou o parto, o que ocorrer por último, para prevenir novas crises convulsivas.
A hipertensão persistente deve ser tratada com anti-hipertensivos intravenosos, como hidralazina, labetalol ou nifedipino oral, visando reduzir a pressão arterial para níveis seguros e prevenir complicações.
Não, o sulfato de magnésio é um anticonvulsivante e não um anti-hipertensivo primário. Embora possa ter um leve efeito vasodilatador, seu principal papel é a profilaxia e tratamento das convulsões. A hipertensão deve ser controlada com outros medicamentos.
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