Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Primigesta de 36 semanas chega ao PS com convulsões tônico-clônicas há 15 minutos. A pressão arterial é de 160 x 110mmHg, e o exame obstétrico mostra BCF normal, sem contrações uterinas e sem dilatação cervical. Deve-se administrar:
Eclâmpsia (convulsão + hipertensão gestacional) → Sulfato de magnésio (anticonvulsivante) + anti-hipertensivo (Hidralazina/Labetalol/Nifedipino).
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões tônico-clônicas em gestantes com pré-eclâmpsia. O tratamento imediato visa controlar as convulsões com sulfato de magnésio e reduzir a pressão arterial severa com anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipino, para prevenir complicações maternas e fetais.
A eclâmpsia é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas em uma gestante com pré-eclâmpsia. Geralmente ocorre após a 20ª semana de gestação, durante o parto ou no pós-parto imediato. A condição representa um risco significativo para a vida da mãe e do feto, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. O manejo da eclâmpsia tem duas prioridades principais: o controle das convulsões e o controle da hipertensão grave. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha, com eficácia comprovada na prevenção de recorrência de convulsões e na redução da mortalidade materna. A dose de ataque é administrada intravenosamente, seguida por uma infusão de manutenção. Para a hipertensão grave (PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg), anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipino são utilizados para reduzir a pressão arterial de forma controlada e evitar complicações como acidente vascular cerebral. Após a estabilização da mãe, a decisão sobre o momento e a via de parto deve ser tomada. Em geral, a resolução da gestação é indicada uma vez que a mãe esteja estável, pois o parto é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia e eclâmpsia. O monitoramento contínuo da mãe (reflexos, frequência respiratória, débito urinário) e do feto é essencial durante todo o processo.
A dose de ataque usual é de 4-6 gramas de sulfato de magnésio IV em 15-20 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1-2 gramas/hora por infusão contínua.
Os sinais incluem perda do reflexo patelar (primeiro a desaparecer), depressão respiratória, oligúria e, em casos graves, parada cardíaca. O antídoto é o gluconato de cálcio.
O objetivo é reduzir a pressão arterial para níveis seguros (PA sistólica 140-150 mmHg e diastólica 90-100 mmHg) para prevenir AVC hemorrágico materno, sem comprometer a perfusão placentária.
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