CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Gestante de 36 semanas, chega para atendimento de urgência em maternidade. Após avaliação, o obstetra lhe diagnosticou com Eclampsia iminente. Qual, dentre os sintomas abaixo, não contribuiu para a caracterização da Eclampsia como iminente?
Eclampsia iminente: cefaleia persistente, borramento visual, epigastralgia e dor em HD são sinais de alerta. Crise hipertensiva é a base, não um sintoma iminente.
A eclâmpsia iminente é caracterizada por sintomas premonitórios que indicam um risco elevado de convulsão eclâmptica. Esses sintomas incluem cefaleia persistente, borramento visual, epigastralgia e dor em hipocôndrio direito. A crise hipertensiva é a condição subjacente à pré-eclâmpsia grave, mas não é um sintoma 'iminente' da convulsão em si, e sim o diagnóstico de base.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gravidez caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Quando a pré-eclâmpsia se agrava, pode evoluir para pré-eclâmpsia grave e, em casos extremos, para eclâmpsia, que é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica. A eclâmpsia iminente refere-se ao período que antecede a convulsão, marcado por sintomas de alerta. Os sintomas premonitórios da eclâmpsia iminente são cruciais para o reconhecimento precoce e a intervenção. Eles incluem cefaleia persistente (geralmente frontal ou occipital), distúrbios visuais (como escotomas cintilantes, diplopia, amaurose), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito (sugerindo comprometimento hepático), náuseas, vômitos e hiperreflexia. A presença desses sinais indica a necessidade de manejo imediato para prevenir a convulsão. O manejo da eclâmpsia iminente e da pré-eclâmpsia grave visa prevenir convulsões (com sulfato de magnésio), controlar a pressão arterial e, se necessário, interromper a gestação. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a identificar rapidamente esses sinais de alerta para garantir a segurança materno-fetal. A crise hipertensiva é o diagnóstico de base da pré-eclâmpsia grave, mas os sintomas de disfunção orgânica são os que caracterizam a iminência da eclâmpsia.
Os principais sinais de alerta incluem cefaleia persistente e refratária a analgésicos, distúrbios visuais (borramento, escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos, hiperreflexia e edema pulmonar. Estes indicam a necessidade de intervenção imediata para prevenir convulsões.
A dor em hipocôndrio direito e a epigastralgia são sintomas importantes, pois podem indicar comprometimento hepático, como distensão da cápsula de Glisson ou isquemia hepática, sendo sinais de gravidade e frequentemente associados à Síndrome HELLP, que aumenta o risco de eclâmpsia e outras complicações.
A crise hipertensiva é um componente fundamental da pré-eclâmpsia grave, que é a condição subjacente à eclâmpsia iminente. Embora a hipertensão seja a base da doença, os sintomas de eclâmpsia iminente são manifestações de disfunção de órgãos-alvo (principalmente neurológica e hepática) que indicam a proximidade de uma convulsão, e não a pressão arterial elevada em si.
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