Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia, caracterizando-se por convulsões tônico-clônicas generalizadas que ocorrem em gestantes e puérperas. Dessa forma, avalie as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).I. A eclâmpsia só pode ser diagnosticada durante o trabalho de parto, não havendo casos que ocorram antes ou após o parto.II. Convulsões focais são a apresentação mais comum da eclâmpsia, e casos de convulsões tônico-clônicas generalizadas não são típicos.III. A eclâmpsia pode surgir mesmo antes do diagnóstico de pré-eclâmpsia e deve ser considerada em qualquer crise convulsiva na gestação na ausência de outras causas.Assim, a alternativa CORRETA é:
Eclâmpsia = convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestante/puérpera, pode ocorrer antes, durante ou após o parto, mesmo sem pré-eclâmpsia prévia.
A eclâmpsia é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes ou puérperas, sem outra causa identificável. É um erro comum pensar que só ocorre durante o trabalho de parto ou que convulsões focais são típicas. A eclâmpsia pode surgir a qualquer momento da gestação, no parto ou no puerpério, e pode ser a primeira manifestação da doença hipertensiva gestacional.
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante ou puérpera com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas. É uma condição que exige reconhecimento e manejo imediatos devido ao alto risco de morbimortalidade materna e fetal. A incidência varia globalmente, mas permanece um desafio significativo em obstetrícia. É um equívoco comum pensar que a eclâmpsia ocorre exclusivamente durante o trabalho de parto. Na verdade, ela pode manifestar-se em qualquer momento após a 20ª semana de gestação, durante o parto ou no puerpério, sendo que a maioria dos casos ocorre no período anteparto e nas primeiras 48 horas pós-parto. As convulsões são tipicamente tônico-clônicas generalizadas, e não focais. Além disso, a eclâmpsia pode surgir como a primeira manifestação da doença hipertensiva gestacional, sem um diagnóstico prévio de pré-eclâmpsia, o que reforça a necessidade de considerá-la em qualquer crise convulsiva na gestação ou puerpério, após exclusão de outras etiologias. O manejo da eclâmpsia envolve a estabilização da paciente, prevenção de novas convulsões (com sulfato de magnésio), controle da hipertensão arterial e, se necessário, a interrupção da gestação. O residente deve estar apto a diagnosticar rapidamente, iniciar o tratamento adequado e diferenciar a eclâmpsia de outras causas de convulsão, garantindo a segurança da mãe e do feto.
A eclâmpsia pode ocorrer em qualquer momento após a 20ª semana de gestação, durante o trabalho de parto, no parto ou no puerpério, sendo mais comum no período anteparto e nas primeiras 48 horas pós-parto. Casos tardios no puerpério também são descritos.
As convulsões na eclâmpsia são classicamente tônico-clônicas generalizadas, envolvendo todo o corpo. Convulsões focais são menos comuns e devem levantar a suspeita de outras causas neurológicas subjacentes.
Não, a eclâmpsia pode ser a primeira manifestação da doença hipertensiva gestacional, surgindo sem um diagnóstico prévio de pré-eclâmpsia. Por isso, qualquer crise convulsiva em gestante ou puérpera deve levantar a suspeita de eclâmpsia até prova em contrário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo