Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A análise do Eletrocardiograma (ECG) pode complementar a avaliação cardiológica e permitir a identificação de pacientes com alto risco cardíaco operatório. O exame de ECG proporciona a detecção de arritmias, distúrbios de condução, isquemia miocárdica ou Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) prévio, sobrecargas cavitárias e alterações decorrentes de distúrbios eletrolíticos ou de efeitos de medicamentos. É Grau de recomendação I para solicitação do ECG pré-operatório, EXCETO:
ECG pré-operatório não é Grau I para todos > 40 anos assintomáticos.
As diretrizes atuais de avaliação pré-operatória não recomendam ECG de rotina para todos os pacientes acima de 40 anos sem história ou exame físico sugestivo de doença cardiovascular, visando otimizar recursos e evitar exames desnecessários. A indicação é baseada na presença de comorbidades ou achados clínicos.
O eletrocardiograma (ECG) pré-operatório é uma ferramenta valiosa na avaliação cardiológica de pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas, auxiliando na identificação de riscos e na otimização do manejo perioperatório. Sua solicitação deve ser criteriosa, baseada em diretrizes que visam equilibrar a detecção de riscos com a racionalização de recursos. A prevalência de doenças cardiovasculares em pacientes cirúrgicos é significativa, tornando a estratificação de risco um componente essencial da avaliação pré-operatória. A indicação do ECG pré-operatório segue graus de recomendação, sendo Grau I para situações onde há claro benefício. Isso inclui pacientes com história ou achados ao exame físico sugestivos de doença cardiovascular, aqueles com alto risco identificado por algoritmos específicos (como o Índice de Risco Cardíaco Revisado de Lee), ou com comorbidades como diabetes mellitus, que por si só já confere um risco aumentado. O exame permite detectar arritmias, isquemia, infarto prévio, sobrecargas e distúrbios eletrolíticos que podem impactar o desfecho cirúrgico. É crucial entender que o ECG de rotina em pacientes assintomáticos e sem fatores de risco adicionais, mesmo acima de 40 anos, não possui Grau de Recomendação I. A prática de solicitar exames indiscriminadamente pode gerar falsos positivos, ansiedade e investigações adicionais desnecessárias, sem impactar positivamente o prognóstico. O foco deve ser na avaliação clínica individualizada e na identificação de pacientes que realmente se beneficiarão do exame para uma melhor tomada de decisão e manejo perioperatório.
O ECG pré-operatório é recomendado com Grau I para pacientes com história ou anormalidades sugestivas de doença cardiovascular, ou aqueles de alto risco no algoritmo de avaliação.
Não é indicado para todos os pacientes acima de 40 anos sem comorbidades ou sintomas, pois a evidência não mostra benefício significativo na redução de eventos cardíacos nesses casos, e pode levar a investigações desnecessárias.
Condições como doença arterial coronariana, arritmias, insuficiência cardíaca, valvopatias, diabetes mellitus e doença renal crônica aumentam o risco e justificam a solicitação do ECG.
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