AVC Isquêmico: Mismatch e Imagem por RM (DWI/FLAIR)

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Considerando a imagem acima e os conceitos suscitados por ela, julgue o item.No contexto da ressonância magnética, as sequências de difusão (DWI) positiva e a FLAIR (Fluid-Attenuated Inversion Recovery) negativa são altamente sensíveis. A presença dessas características é suficiente para concluir a avaliação do mismatch e prever que o déficit ocorreu há menos de 4,5 horas.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

DWI+ FLAIR- indica AVC agudo, mas não garante <4,5h. Mismatch é mais complexo, envolvendo perfusão, para janelas estendidas.

Resumo-Chave

A combinação de DWI positiva e FLAIR negativa na ressonância magnética é um forte indicador de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, geralmente com menos de 4,5 a 6 horas de evolução. No entanto, essa combinação por si só não é suficiente para concluir a avaliação completa do mismatch (penumbra versus core isquêmico), que frequentemente requer sequências de perfusão para guiar a terapia de reperfusão em janelas estendidas ou em AVC de tempo de início desconhecido (wake-up stroke).

Contexto Educacional

O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para minimizar o dano cerebral. A ressonância magnética (RM) é uma ferramenta de imagem poderosa para avaliar o AVC, especialmente as sequências de difusão (DWI) e FLAIR (Fluid-Attenuated Inversion Recovery). A DWI detecta o core isquêmico em minutos, enquanto a FLAIR se torna positiva mais tardiamente, geralmente após 4,5 a 6 horas, devido ao edema vasogênico. A combinação de DWI positiva e FLAIR negativa é um marcador de AVC isquêmico agudo, sugerindo que o evento ocorreu recentemente. Essa informação é valiosa para a tomada de decisão sobre a trombólise intravenosa, especialmente em casos de AVC de tempo de início desconhecido (como o 'wake-up stroke'), onde a janela terapêutica padrão de 4,5 horas não pode ser aplicada. No entanto, a presença dessa combinação não é suficiente para concluir a avaliação do 'mismatch'. O conceito de 'mismatch' é mais complexo e envolve a identificação da penumbra isquêmica, que é o tecido cerebral em risco, mas ainda viável. Para uma avaliação completa do mismatch, frequentemente são necessárias sequências de perfusão (como PWI - Perfusion Weighted Imaging) para quantificar o volume de tecido hipoperfundido. O entendimento dessas nuances é vital para o residente, pois permite a seleção adequada de pacientes para terapias de reperfusão, como a trombólise ou a trombectomia mecânica, em janelas estendidas, otimizando os resultados clínicos.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da sequência DWI (Difusão) na avaliação do AVC isquêmico?

A sequência DWI é altamente sensível para detectar isquemia cerebral aguda, mostrando restrição à difusão da água nas células devido ao edema citotóxico que ocorre minutos após a oclusão vascular. É a primeira sequência a se alterar em um AVC isquêmico agudo, identificando o core isquêmico.

O que a sequência FLAIR (Fluid-Attenuated Inversion Recovery) revela no AVC?

A sequência FLAIR é útil para diferenciar lesões agudas de crônicas. Em um AVC isquêmico, o sinal FLAIR geralmente se torna positivo (hiperintenso) após 4,5 a 6 horas do início dos sintomas devido ao edema vasogênico. Se a DWI é positiva e a FLAIR é negativa, sugere um AVC muito recente.

O que é o conceito de 'mismatch' em AVC e como ele é avaliado?

O 'mismatch' refere-se à diferença entre o volume de tecido infartado (core isquêmico, visto na DWI) e o volume de tecido hipoperfundido, mas potencialmente salvável (penumbra, avaliado por perfusão ou pela ausência de alteração na FLAIR). A avaliação do mismatch é crucial para selecionar pacientes para terapias de reperfusão em janelas estendidas, especialmente em AVC de tempo de início desconhecido.

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