Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Durante uma consulta oftalmológica, após a administração intraocular de um medicamento, um paciente desenvolve prurido generalizado intenso, rubor, edema labial e eritema urticariforme. Além disso, apresenta rinorreia hialina, disfonia, estridor, dor abdominal e náusea. Diante dessa situação, o paciente é imediatamente encaminhado para a Sala de Emergência. Durante a avaliação, é observada a presença de sibilos difusos à ausculta e hipoxemia à monitorização (SpO₂: 88%) em ar ambiente, acompanhada de hipotensão arterial (80x60 mm Hg).Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item.Os principais desencadeadores da anafilaxia incluem alimentos, aditivos, drogas (com destaque para antibióticos e anti-inflamatórios) e picadas de insetos da ordem Hymenoptera.
Anafilaxia = Reação multissistêmica aguda + Instabilidade hemodinâmica/respiratória → Adrenalina IM imediata.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, frequentemente desencadeada por alimentos, venenos de insetos e medicamentos (especialmente beta-lactâmicos e AINEs).
A anafilaxia é uma emergência médica caracterizada por uma liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. Os principais gatilhos variam conforme a idade: em crianças, predominam alimentos (leite, ovo, amendoim); em adultos, medicamentos (antibióticos, AINEs) e venenos de Hymenoptera (abelhas, vespas, formigas) são mais comuns. O reconhecimento precoce de sinais como estridor laríngeo, sibilância e hipotensão é vital, pois a progressão para parada cardiorrespiratória pode ocorrer em minutos. O tratamento padrão-ouro é a epinefrina intramuscular, que atua nos receptores alfa-1 (vasoconstrição), beta-1 (inotropismo/cronotropismo) e beta-2 (broncodilatação).
O diagnóstico é clínico, baseado no início agudo de sintomas cutâneo-mucosos (urticária, angioedema) associados a comprometimento respiratório (dispneia, sibilância, estridor) ou queda da pressão arterial/disfunção de órgãos-alvo após exposição a um provável alérgeno.
A adrenalina deve ser administrada por via intramuscular no vasto lateral da coxa, na dose de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg em adultos e 0,3 mg em crianças), podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
Corticoides e anti-histamínicos têm início de ação lento (horas) e não revertem a obstrução das vias aéreas ou o choque circulatório, servindo apenas para prevenir reações bifásicas tardias.
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