Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Durante a menopausa, com a falência folicular, diversos órgãos ricos em aromatase podem realizar a conversão de androstenediona em estrona. A maior parte dessa produção fica a cargo do tecido:
Na menopausa, o tecido adiposo é o principal local de conversão de androstenediona em estrona via aromatase.
Após a falência folicular na menopausa, a principal fonte de estrogênios circulantes (especialmente estrona) é a conversão periférica de andrógenos (como a androstenediona) em estrogênios, um processo catalisado pela enzima aromatase, que é abundantemente expressa no tecido adiposo.
A menopausa é definida pela cessação permanente da menstruação, resultante da falência folicular ovariana e da consequente diminuição drástica da produção de estrogênios pelos ovários. No entanto, a produção de estrogênios não cessa completamente. O corpo feminino continua a produzir estrogênios, principalmente na forma de estrona (E1), através de um processo de conversão periférica. Este processo envolve a enzima aromatase, que converte andrógenos (como a androstenediona, produzida pelas glândulas adrenais) em estrogênios. O tecido adiposo é o principal local dessa conversão devido à sua abundância e à alta expressão da enzima aromatase. Assim, mulheres com maior índice de massa corporal (IMC) tendem a ter níveis mais elevados de estrona pós-menopausa. A estrona produzida perifericamente, embora menos potente que o estradiol (E2) produzido pelos ovários na pré-menopausa, desempenha um papel importante na manutenção de alguns tecidos e pode influenciar o risco de certas condições, como osteoporose e câncer de mama hormônio-dependente. Compreender essa via metabólica é crucial para entender a fisiologia da menopausa e as estratégias terapêuticas e preventivas.
A aromatase é a enzima chave que catalisa a conversão de andrógenos (como androstenediona) em estrogênios (como estrona) nos tecidos periféricos, especialmente no tecido adiposo, após a falência folicular ovariana.
O tecido adiposo é rico em aromatase e, portanto, é o principal local de conversão periférica de andrógenos adrenais em estrona, que se torna o estrogênio predominante na pós-menopausa.
A produção de estrona no tecido adiposo pode influenciar a densidade óssea, o risco de câncer de mama (em mulheres obesas) e a gravidade dos sintomas da menopausa, dependendo dos níveis circulantes.
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