Choque na Emergência: Monitorização da Perfusão Tecidual

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020

Enunciado

Durante o atendimento inicial ao paciente em choque na sala de emergência, as medidas de suporte devem-se basear em

Alternativas

  1. A) garantir hipervolemia, como forma de melhorar a perfusão do paciente, com aumento do retorno venoso e, assim, do débito cardíaco.
  2. B) manter a pressão arterial média sempre alta, acima de 90 mmHg.
  3. C) garantir hiperóxia, para melhorar a oferta de oxigênio aos tecidos.
  4. D) usar o tempo de enchimento capilar como parâmetro de monitorização.
  5. E) sempre iniciar o uso de dobutamina, por se tratar de disfunção cardíaca associada, se após o início do vasopressor o lactato não reduzir.

Pérola Clínica

No choque, o tempo de enchimento capilar é um parâmetro rápido e eficaz para monitorizar a perfusão tecidual.

Resumo-Chave

O tempo de enchimento capilar é um indicador simples e não invasivo da perfusão periférica, refletindo a adequação do fluxo sanguíneo para os tecidos. Sua monitorização é fundamental no manejo inicial do choque para guiar a ressuscitação e avaliar a resposta à terapia.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada que resulta em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes, levando à disfunção celular e falência de múltiplos órgãos. O atendimento inicial na sala de emergência é crítico e visa restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação. As medidas de suporte devem ser guiadas por uma avaliação contínua da resposta do paciente à terapia. Embora a pressão arterial e a frequência cardíaca sejam importantes, a avaliação da perfusão tecidual é fundamental. O tempo de enchimento capilar é um parâmetro simples, rápido e não invasivo que reflete a microcirculação e a perfusão periférica, sendo um excelente indicador da resposta à ressuscitação. A meta da ressuscitação no choque não é apenas normalizar a pressão arterial, mas sim otimizar a perfusão e oxigenação tecidual. Isso envolve fluidoterapia criteriosa, uso de vasopressores quando indicado e, em alguns casos, inotrópicos. A monitorização de parâmetros como lactato sérico, débito urinário e tempo de enchimento capilar permite guiar a terapia e identificar precocemente a melhora ou a deterioração do quadro, sendo crucial para o sucesso do tratamento e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de hipoperfusão tecidual no choque?

Sinais de hipoperfusão incluem tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pele fria e pegajosa, alteração do estado mental, oligúria e elevação do lactato sérico.

Por que o tempo de enchimento capilar é importante na monitorização do choque?

O tempo de enchimento capilar é um indicador rápido e não invasivo da perfusão periférica, refletindo a microcirculação. Sua normalização sugere melhora da perfusão tecidual global.

Além do tempo de enchimento capilar, quais outros parâmetros monitorar no choque?

Outros parâmetros incluem pressão arterial média, frequência cardíaca, débito urinário, nível de consciência, lactato sérico e saturação venosa central de oxigênio (ScvO2).

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