PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Na atenção primária, a hipertensão arterial é uma das doenças mais importantes a serem manejadas. Com relação ao seu tratamento medicamentoso, assinale a alternativa INCORRETA:
Duplo bloqueio do SRAA (IECA + BRA) é contraindicado devido a ↑ risco de hiperpotassemia, disfunção renal e hipotensão, sem benefício cardiovascular adicional.
A combinação de inibidores da ECA (IECA) e bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II (BRA) é geralmente contraindicada em pacientes hipertensos. Embora ambos atuem no Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA), a associação aumenta significativamente o risco de eventos adversos graves como hiperpotassemia, hipotensão e piora da função renal, sem demonstrar benefício cardiovascular superior à monoterapia ou outras combinações.
O manejo da hipertensão arterial na atenção primária é fundamental para a prevenção de eventos cardiovasculares. A escolha do tratamento medicamentoso deve ser individualizada, considerando o estágio da hipertensão, o risco cardiovascular do paciente e a presença de comorbidades. A monoterapia é uma opção inicial para casos de baixo risco, mas a maioria dos pacientes necessitará de terapia combinada. É crucial compreender as interações e contraindicações dos diferentes classes de anti-hipertensivos. A combinação de inibidores da ECA e bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II (duplo bloqueio do SRAA) é um ponto de atenção, pois, apesar de ambos atuarem no mesmo sistema, sua associação não é recomendada devido ao aumento de eventos adversos graves, como hiperpotassemia e disfunção renal, sem benefício adicional comprovado na redução de morbidade e mortalidade cardiovascular. As diretrizes atuais desaconselham essa prática. Diuréticos tiazídicos são a primeira linha para muitos pacientes, com eficácia comprovada na redução de eventos. Betabloqueadores têm indicações específicas, mas contraindicações importantes devem ser respeitadas. O conhecimento aprofundado dessas nuances é essencial para a prática clínica segura e eficaz do residente.
A monoterapia pode ser a estratégia inicial para pacientes com hipertensão arterial estágio 1 e risco cardiovascular baixo a moderado. No entanto, muitos pacientes necessitarão de terapia combinada para atingir as metas pressóricas.
Os principais riscos da combinação de inibidores da ECA e bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II incluem um aumento significativo na incidência de hiperpotassemia, disfunção renal aguda e hipotensão, sem evidências de benefício cardiovascular adicional que justifique esses riscos.
Betabloqueadores de primeira e segunda geração são contraindicados em pacientes com asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, bradicardia sinusal sintomática e bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro graus, devido ao risco de broncoespasmo e piora da condução cardíaca.
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