AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
A dupla antiagregação plaquetária deve ser mantida:I. Indefinidamente para pacientes com doença arterial periférica aterosclerótica.II. Por pelo menos 12 meses após episódio de infarto agudo do miocárdio com angioplastia percutânea primária.III. Indefinidamente em pacientes diabéticos que tiveram um episódio cerebrovascular isquêmico. Quais estão corretas?
DAPT pós-IAM com angioplastia primária: manter por pelo menos 12 meses para otimizar desfechos.
A duração da dupla antiagregação plaquetária (DAPT) é crucial na prevenção de eventos trombóticos e varia conforme o cenário clínico. Após um infarto agudo do miocárdio (IAM) tratado com angioplastia percutânea primária, a DAPT é recomendada por, no mínimo, 12 meses para reduzir o risco de trombose de stent e eventos cardiovasculares recorrentes.
A dupla antiagregação plaquetária (DAPT), que combina aspirina com um inibidor P2Y12 (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel), é um pilar fundamental na prevenção de eventos trombóticos em pacientes com doença aterosclerótica. Sua indicação e duração são baseadas em evidências robustas e variam significativamente de acordo com o cenário clínico, o que a torna um tópico de grande importância em provas de residência e na prática cardiológica. No contexto do infarto agudo do miocárdio (IAM) tratado com angioplastia percutânea primária, a DAPT é essencial para prevenir a trombose do stent e eventos isquêmicos recorrentes. As diretrizes atuais recomendam a manutenção da DAPT por um período mínimo de 12 meses, com a possibilidade de extensão ou encurtamento em casos específicos, considerando o balanço entre risco isquêmico e hemorrágico do paciente. Essa duração é crucial para a endotelização do stent e a estabilização da placa aterosclerótica. É importante diferenciar essa recomendação de outros cenários. Por exemplo, em pacientes com doença arterial periférica aterosclerótica ou em diabéticos com histórico de AVC isquêmico, a DAPT indefinida não é a conduta padrão. Nesses casos, a monoterapia antiplaquetária é frequentemente suficiente, ou a DAPT é utilizada por um período limitado após intervenções específicas. O conhecimento preciso dessas diretrizes é vital para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes, evitando tanto a subtratamento quanto o risco desnecessário de sangramento.
Após um infarto agudo do miocárdio tratado com angioplastia percutânea primária, a recomendação padrão é manter a dupla antiagregação plaquetária (DAPT) por pelo menos 12 meses. Isso visa prevenir a trombose do stent e reduzir o risco de eventos isquêmicos recorrentes.
Não, a DAPT não é rotineiramente indicada indefinidamente para pacientes com doença arterial periférica aterosclerótica. Geralmente, a monoterapia com aspirina é a base da prevenção secundária, e a DAPT pode ser considerada em casos selecionados de alto risco ou após intervenções específicas, mas com duração limitada.
Não, a DAPT não é recomendada indefinidamente para pacientes diabéticos que tiveram um episódio cerebrovascular isquêmico. A prevenção secundária de AVC isquêmico geralmente envolve monoterapia antiplaquetária (como aspirina ou clopidogrel) ou anticoagulação, dependendo da etiologia do AVC, mas não DAPT indefinida.
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