DAPT Pós-ICP: Manejo e Prevenção de Eventos Aterotrombóticos

HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021

Enunciado

Considerando a situação de dupla antiagregação plaquetária após intervenção coronária percutânea, podemos considerar correto o item:

Alternativas

  1. A) O uso da associação dos inibidores P2Y12 à monoterapia com AAS é conhecido como no manejo dos pacientes com doença arterial coronária (DAC), tanto aguda apenas risco de fenômenos aterotrombóticos.
  2. B) O uso da associação dos inibidores P2Y12 à monoterapia com AAS é proibido
  3. C) O uso da associação dos inibidores P2Y12 à monoterapia com AAS é grande aliada no manejo dos pacientes com doença arterial coronária (DAC).
  4. D) O uso da associação dos inibidores P2Y12 à monoterapia com AAS é conhecido como grande aliada no manejo dos pacientes com doença arterial coronária (DAC), tanto aguda quanto estável, e não reduz o risco de fenômenos aterotrombóticos.

Pérola Clínica

DAPT (inibidor P2Y12 + AAS) é essencial no manejo da DAC (aguda/estável) pós-ICP para reduzir eventos aterotrombóticos.

Resumo-Chave

A dupla antiagregação plaquetária (DAPT) com um inibidor P2Y12 e AAS é a pedra angular no tratamento de pacientes com doença arterial coronária, especialmente após intervenção coronária percutânea. Sua eficácia em reduzir eventos isquêmicos é bem estabelecida, sendo crucial para a prevenção secundária.

Contexto Educacional

A dupla antiagregação plaquetária (DAPT) é um pilar fundamental no manejo da doença arterial coronária (DAC), especialmente após intervenção coronária percutânea (ICP). Sua indicação abrange tanto a síndrome coronariana aguda quanto a DAC estável, visando a prevenção de eventos aterotrombóticos. A DAPT é composta pela associação de um inibidor do receptor P2Y12 (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) e o ácido acetilsalicílico (AAS). A fisiopatologia subjacente à DAC envolve a formação de placas ateroscleróticas que podem se romper, levando à ativação plaquetária e formação de trombos. A ICP, embora restaurando o fluxo sanguíneo, pode induzir lesão endotelial e trombose de stent. A DAPT atua inibindo a agregação plaquetária por diferentes mecanismos, reduzindo o risco de oclusão do vaso e eventos isquêmicos. O tratamento com DAPT deve ser individualizado, considerando o risco isquêmico e hemorrágico do paciente. A duração da terapia varia conforme o cenário clínico (ex: síndrome coronariana aguda vs. DAC estável, tipo de stent). É vital que residentes compreendam a importância da adesão ao tratamento e o manejo de possíveis complicações hemorrágicas, garantindo a máxima proteção contra eventos cardiovasculares adversos.

Perguntas Frequentes

Qual a principal indicação da dupla antiagregação plaquetária (DAPT)?

A DAPT é indicada principalmente após intervenção coronária percutânea (ICP) em pacientes com doença arterial coronária (DAC), tanto aguda quanto estável, para prevenir eventos aterotrombóticos.

Quais medicamentos compõem a dupla antiagregação plaquetária?

A DAPT é composta por um inibidor do receptor P2Y12 (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) associado ao ácido acetilsalicílico (AAS).

Por que a DAPT é importante na doença arterial coronária?

A DAPT é crucial porque atua em diferentes vias da agregação plaquetária, reduzindo significativamente o risco de trombose de stent e outros eventos isquêmicos maiores em pacientes com DAC.

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