HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
A duodenopancreatectomia é a cirurgia empregada no tratamento dos tumores periampulares. Durante execução da operação, o cirurgião realiza a várias manobras para remoção da peça cirúrgica. De acordo com o desenho abaixo, qual estrutura vascular está apontada na seta?
Duodenopancreatectomia: Artéria Gastroduodenal é estrutura chave, ligada para ressecção da cabeça do pâncreas.
A artéria gastroduodenal (AGD) é um marco anatômico e uma estrutura vascular crítica na cirurgia de duodenopancreatectomia (Whipple). Sua ligadura é essencial para a ressecção da cabeça do pâncreas e do duodeno, pois ela irriga essas estruturas e é um ramo importante da artéria hepática comum.
A duodenopancreatectomia, ou cirurgia de Whipple, é um procedimento complexo e de grande porte, realizado principalmente para o tratamento de tumores periampulares, como os da cabeça do pâncreas, ampola de Vater, duodeno e colédoco distal. A compreensão detalhada da anatomia vascular da região é fundamental para o cirurgião, sendo a artéria gastroduodenal (AGD) uma das estruturas mais importantes a serem identificadas e manejadas durante a operação. Sua localização estratégica, posterior à primeira porção do duodeno e anterior à veia porta, a torna um ponto de referência crucial. A artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum e fornece suprimento sanguíneo para a cabeça do pâncreas, duodeno e parte do estômago. Durante a duodenopancreatectomia, a ligadura e secção da AGD são passos essenciais para permitir a mobilização e ressecção da peça cirúrgica. A falha em identificar ou ligar adequadamente a AGD pode resultar em hemorragia intraoperatória significativa ou complicações pós-operatórias. Para o residente, o conhecimento preciso da anatomia da AGD e suas relações com as estruturas adjacentes (como a veia porta, ducto biliar comum e pâncreas) é vital. A prática e o estudo aprofundado dessa região são indispensáveis para a realização segura e eficaz da duodenopancreatectomia, minimizando riscos e otimizando os resultados cirúrgicos para pacientes com neoplasias complexas do trato digestório superior.
A artéria gastroduodenal (AGD) é um ramo terminal da artéria hepática comum, que por sua vez é ramo do tronco celíaco. Ela desce posteriormente à primeira porção do duodeno, entre o pâncreas e o duodeno, e se divide em artérias pancreatoduodenal superior anterior e posterior, e artéria gastro-omental direita.
A AGD é uma estrutura chave porque sua ligadura é um passo fundamental na duodenopancreatectomia para permitir a ressecção da cabeça do pâncreas, duodeno, parte do estômago e vias biliares. Ela serve como um marco anatômico importante e sua dissecção cuidadosa é crucial para o controle vascular e a segurança da cirurgia.
Os principais riscos incluem sangramento significativo devido à sua proximidade com grandes vasos e estruturas pancreáticas, e lesão inadvertida de ramos importantes que podem comprometer a vascularização de órgãos adjacentes. A ligadura inadequada pode levar a fístulas ou hemorragias pós-operatórias.
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