Técnicas de Cirurgia Bariátrica: Restrição vs Disabsorção

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Homem, 42 anos de idade, portador de obesidade (IMC: 42 kg/m²), hipertensão, diabetes e dislipidemia está em acompanhamento clínico para perda de peso há um ano. No momento, está com o peso estabilizado em 150,0 kg. Altura: 1,65 m.\n\nConsiderando as técnicas disponíveis para cirurgia bariátrica, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) No desvio gástrico, a alça do Y Roux deve ter, pelo menos, 55,0 cm de comprimento.
  2. B) Após a gastrectomia vertical, o paciente não consegue ser submetido ao desvio gástrico.
  3. C) A cirurgia de exclusão duodenal causa má absorção intensa e discreta restrição.
  4. D) A gastrectomia vertical tem as mesmas taxas de hérnia interna que o desvio gástrico em Y de Roux. Situação-Problema: Questões de 13 a 15. Homem, 72 anos de idade, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, foi diagnosticado com câncer de próstata e será submetido à prostatectomia eletiva. No momento, encontra-se em avaliação pré-operatória.

Pérola Clínica

Duodenal Switch = ↑ Má absorção + ↓ Restrição gástrica (comparado ao Bypass).

Resumo-Chave

O Duodenal Switch (exclusão duodenal) é a técnica com maior componente disabsortivo, associando uma gastrectomia vertical a um longo desvio intestinal.

Contexto Educacional

A cirurgia bariátrica evoluiu de procedimentos puramente restritivos para modelos metabólicos complexos. O Duodenal Switch é considerado o padrão-ouro para perda de peso sustentada em pacientes com IMC > 50 kg/m², mas exige vigilância rigorosa quanto a proteínas e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K).\n\nO Bypass Gástrico em Y de Roux permanece como a técnica mais realizada mundialmente devido ao seu excelente perfil de segurança e eficácia metabólica, especialmente no controle do Diabetes Mellitus tipo 2. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando as comorbidades do paciente, o perfil alimentar e o risco cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Como funciona o Duodenal Switch?

O Duodenal Switch combina uma gastrectomia vertical (Sleeve), que reduz o volume gástrico, com um desvio intestinal que mantém apenas um curto segmento de intestino delgado (canal comum) para a absorção de nutrientes. Isso resulta em uma má absorção intensa, especialmente de gorduras, sendo muito eficaz para perda de peso em IMCs extremos, mas com maior risco de deficiências nutricionais.

Qual a diferença entre Sleeve e Bypass em relação a hérnias internas?

A gastrectomia vertical (Sleeve) não envolve anastomoses intestinais nem abertura de mesentério, portanto, o risco de hérnia interna é praticamente nulo. Já o Bypass Gástrico em Y de Roux cria espaços (como o de Petersen) por onde alças intestinais podem se herniar, exigindo o fechamento sistemático desses espaços durante a cirurgia.

Pode-se converter um Sleeve em Bypass?

Sim. A gastrectomia vertical é frequentemente utilizada como o primeiro passo de uma estratégia em dois estágios para pacientes de super-obesidade ou pode ser convertida em Bypass Gástrico em Y de Roux em casos de falha na perda de peso ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) grave pós-Sleeve.

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