Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022
As trompas têm origem em:
Trompas uterinas, útero e terço superior da vagina → origem nos ductos paramesonéfricos (de Müller).
No desenvolvimento embrionário feminino, os ductos paramesonéfricos (de Müller) são as estruturas primordiais que dão origem às trompas uterinas, ao útero e ao terço superior da vagina. Os ductos mesonéfricos (de Wolff) regridem na ausência de testosterona e fator inibidor de Müller.
O desenvolvimento do sistema reprodutor feminino é um processo complexo que se inicia na vida embrionária. A diferenciação sexual é determinada geneticamente, mas a manifestação fenotípica depende da presença ou ausência de hormônios específicos. No embrião indiferenciado, existem dois pares de ductos: os ductos mesonéfricos (de Wolff) e os ductos paramesonéfricos (de Müller). A partir da sétima semana de gestação, esses ductos se diferenciam para formar as estruturas reprodutivas internas. No embrião feminino, na ausência do cromossomo Y e, consequentemente, do gene SRY, os ovários se desenvolvem. Sem a testosterona produzida pelos testículos e sem o fator inibidor de Müller, os ductos mesonéfricos (de Wolff) regridem. Em contrapartida, os ductos paramesonéfricos (de Müller) se desenvolvem e se fundem. A porção cranial não fundida dos ductos de Müller forma as trompas uterinas (tubas uterinas). A porção caudal fundida dos ductos de Müller dá origem ao útero e ao terço superior da vagina. O seio urogenital, por sua vez, contribui para a formação do terço inferior da vagina e da uretra feminina. Compreender essa embriologia é crucial para entender anomalias congênitas do trato reprodutor feminino, que podem ter implicações significativas para a fertilidade e saúde ginecológica.
As trompas uterinas, assim como o útero e o terço superior da vagina, têm origem nos ductos paramesonéfricos, também conhecidos como ductos de Müller. Estes ductos se desenvolvem na ausência de testosterona e do fator inibidor de Müller.
No desenvolvimento feminino, os ductos mesonéfricos (de Wolff) regridem na ausência de testosterona. Resquícios desses ductos podem persistir como estruturas vestigiais, como o epoóforo e o paraoóforo, mas não contribuem para as principais estruturas reprodutivas internas.
A diferenciação sexual é determinada pela presença ou ausência do cromossomo Y e do gene SRY. Na presença de SRY, há desenvolvimento testicular, produção de testosterona (estimula ductos de Wolff) e fator inibidor de Müller (causa regressão dos ductos de Müller). Na ausência de SRY, os ovários se desenvolvem, os ductos de Müller persistem e os de Wolff regridem.
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