Drusas de Nervo Óptico: Diagnóstico por Imagem

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Qual dos exames abaixo é o mais útil no diagnóstico de drusas de nervo óptico?

Alternativas

  1. A) Retinografia com indocianina verde
  2. B) Exame de imagem por ressonância magnética de órbita
  3. C) Campo visual
  4. D) Tomografia computadorizada da órbita

Pérola Clínica

Drusas de disco óptico = Calcificações → TC órbita ou USG modo B (hiperrefletividade).

Resumo-Chave

As drusas de nervo óptico são depósitos calcificados acelulares. A Tomografia Computadorizada (TC) é extremamente útil no diagnóstico por sua alta sensibilidade em detectar cálcio, diferenciando-as do papiledema verdadeiro.

Contexto Educacional

As drusas de disco óptico são encontradas em cerca de 0,4% a 2% da população. Elas consistem em mucopolissacarídeos e proteínas que se calcificam progressivamente. Fisiopatologicamente, acredita-se que resultem de um transporte axonal anormal em nervos ópticos com canais esclerais congenitamente estreitos. A importância clínica reside no diagnóstico diferencial com o papiledema verdadeiro, evitando investigações neurológicas invasivas desnecessárias. Embora geralmente benignas, podem causar defeitos de campo visual progressivos e, raramente, hemorragias peripapilares ou membranas neovasculares sub-retinianas.

Perguntas Frequentes

Como as drusas de nervo óptico aparecem na TC?

Na Tomografia Computadorizada de órbita, as drusas aparecem como pontos de alta densidade (hiperatenuantes) localizados na cabeça do nervo óptico, correspondendo a depósitos de cálcio. É um exame excelente para confirmar a presença de drusas 'enterradas' que não são visíveis à oftalmoscopia direta.

Qual a diferença entre drusas e papiledema?

O papiledema é o edema do disco óptico secundário à hipertensão intracraniana, enquanto as drusas causam um 'pseudopapiledema' (elevação do disco sem edema real). Nas drusas, as margens do disco são irregulares, não há obscurecimento dos vasos peripapilares e a autofluorescência costuma ser positiva.

Qual o padrão-ouro clínico para diagnóstico?

Embora a TC seja útil para detectar cálcio, a Ultrassonografia Ocular (Modo B) é frequentemente considerada o padrão-ouro clínico por ser não invasiva, não emitir radiação e mostrar as drusas como pontos hiperecogênicos com sombra acústica posterior, mesmo com ganho reduzido.

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