CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
O material que constitui as drusas do nervo óptico:
Drusas do nervo óptico ≠ Drusas de retina; etiologia e composição são distintas.
Drusas do nervo óptico são depósitos calcificados acelulares derivados de metabolismo axonal, enquanto drusas de retina (DMRI) são depósitos extracelulares entre a membrana de Bruch e o epitélio pigmentado.
Embora compartilhem o nome 'drusas' (do alemão para 'geodo' ou 'nódulo'), as drusas do nervo óptico e as da retina são entidades clínicas e patológicas completamente independentes. As drusas do disco são frequentemente achados incidentais em pacientes jovens e podem causar defeitos de campo visual por compressão axonal direta, mas raramente levam à perda visual central severa. Em contraste, as drusas de retina são marcadores de envelhecimento e doença macular em idosos, com potencial para evoluir para atrofia geográfica ou forma neovascular (DMRI úmida). A distinção é fundamental para o prognóstico e para evitar investigações neurológicas desnecessárias em casos de pseudopapiledema causado por drusas de disco.
As drusas do disco óptico são compostas por depósitos calcificados de material hialino acelular. Acredita-se que resultem de uma alteração no metabolismo axonal (transporte axoplasmático) em nervos ópticos congenitamente pequenos ou 'apertados'. Com o tempo, as mitocôndrias axonais degeneradas liberam cálcio, formando esses corpos globulares que podem estar enterrados ou superficiais no disco.
As drusas de retina são depósitos amarelados de material extracelular (lipoproteínas, proteínas e resíduos metabólicos) localizados entre o epitélio pigmentado da retina (EPR) e a membrana de Bruch. Elas são o sinal clínico inicial da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e refletem uma falha no sistema de limpeza e metabolismo dos fotorreceptores e EPR.
O diagnóstico pode ser desafiador quando as drusas estão enterradas, simulando um papiledema (pseudopapiledema). A ultrassonografia ocular (Modo B) é altamente sensível por detectar a calcificação (hiperecogênica). A autofluorescência também é útil, pois as drusas do disco costumam ser intensamente autofluorescentes, facilitando a diferenciação de um edema de disco real.
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