CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Qual das alternativas ilustra o fundo de olho mais compatível com a alteração evidenciada pela imagem de tomografia computadorizada abaixo?
Calcificação na cabeça do nervo óptico na TC → Drusas de disco óptico (Pseudopapiledema).
Drusas de disco óptico são depósitos calcificados que podem simular papiledema no fundo de olho. A TC de órbita é um exame excelente para detectar essas calcificações patognomônicas.
As drusas de disco óptico representam uma das principais causas de pseudopapiledema. Ao contrário do papiledema verdadeiro, que apresenta borramento de vasos e hiperemia por congestão axoplasmática, as drusas conferem ao disco um aspecto 'irregular' ou 'em amora', com vasos que emergem centralmente de forma normal. A correlação radiológica é definitiva: a presença de calcificação na cabeça do nervo óptico em cortes tomográficos finos de órbita sela o diagnóstico. Além da TC, a ecografia ocular (Modo B) é extremamente sensível para detectar a hiperecogenicidade das drusas, mesmo quando estas não são visíveis à oftalmoscopia direta.
São depósitos acelulares, compostos por mucopolissacarídeos e sais de cálcio, localizados na porção pré-laminar do nervo óptico. Elas podem ser superficiais (visíveis ao fundo de olho) ou profundas (ocultas), causando uma elevação do disco conhecida como pseudopapiledema.
Devido à sua composição cálcica, as drusas são altamente hiperatenuantes na Tomografia Computadorizada. Elas aparecem como pequenos pontos 'brilhantes' (calcificações) exatamente na inserção do nervo óptico no globo ocular, confirmando o diagnóstico de pseudopapiledema por drusas.
Embora geralmente benignas, as drusas podem causar defeitos progressivos no campo visual por compressão das fibras nervosas, hemorragias peripapilares e, raramente, membranas neovasculares sub-retinianas.
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