Drogas Vasoativas: Mecanismos de Ação e Uso em UTI

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em relação às drogas vasoativas, frequentemente utilizadas em terapia intensiva, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) A dopamina, precursora natural da noradrenalina e da adrenalina na via de síntese das catecolaminas, tem efeito inotrópico negativo e cronotrópico e dromotrópico positivos.
  2. B) O efeito dopaminérgico da dopamina é indicado para a nefroproteção nos pacientes com lesão renal aguda, se utilizado nas doses baixas (1‐2ug/kg/min.).
  3. C) A adrenalina é um fármaco com afinidade para se ligar aos receptores α, mas não aos β adrenérgicos, portanto, aumenta a pressão arterial média por vasoconstrição e aumenta o débito cardíaco.
  4. D) A vasopressina, ao se ligar aos recetores V1, causa vasoconstrição pela contração do músculo liso vascular, e pela ligação aos recetores V2 promove a reabsorção de água ao nível do sistema excretor renal.

Pérola Clínica

Vasopressina: V1 → vasoconstrição sistêmica; V2 → reabsorção de água renal.

Resumo-Chave

As drogas vasoativas são pilares no manejo de pacientes críticos, especialmente em choque. A compreensão de seus mecanismos de ação e afinidade por receptores específicos (alfa, beta, dopaminérgicos, vasopressina) é fundamental para otimizar a hemodinâmica e evitar efeitos adversos.

Contexto Educacional

As drogas vasoativas são ferramentas terapêuticas cruciais em unidades de terapia intensiva, empregadas para modular a hemodinâmica em estados de choque e insuficiência circulatória. A compreensão de seus mecanismos de ação e seletividade por receptores é vital para o uso racional e seguro. A vasopressina, por exemplo, atua em receptores V1, promovendo vasoconstrição sistêmica e aumentando a pressão arterial, e em receptores V2, que regulam a reabsorção de água nos rins. A dopamina, por sua vez, possui efeitos dose-dependentes, atuando em receptores dopaminérgicos, beta e alfa, mas a ideia de nefroproteção em baixas doses foi refutada. A adrenalina é um potente agonista alfa e beta, aumentando a contratilidade cardíaca, frequência e vasoconstrição. O domínio dessas farmacologias é essencial para residentes, permitindo a escolha da droga mais apropriada para cada cenário clínico, otimizando o suporte hemodinâmico e minimizando efeitos adversos em pacientes críticos.

Perguntas Frequentes

Qual o principal efeito da vasopressina em receptores V1 e V2?

A vasopressina, ao se ligar aos receptores V1, causa vasoconstrição pela contração do músculo liso vascular, e pela ligação aos receptores V2, promove a reabsorção de água nos túbulos renais.

A dopamina em baixas doses tem efeito nefroprotetor?

Não, estudos recentes demonstraram que a dopamina em baixas doses não possui efeito nefroprotetor comprovado em pacientes com lesão renal aguda e seu uso para essa finalidade não é mais recomendado.

Qual a diferença de afinidade da adrenalina e noradrenalina por receptores adrenérgicos?

A adrenalina tem afinidade tanto por receptores alfa quanto beta adrenérgicos, enquanto a noradrenalina tem maior afinidade por receptores alfa, causando vasoconstrição mais pronunciada e menor efeito cronotrópico.

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