AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico, (DRGE) assinale a alternativa correta.I - Dentre os sinais de alarme encontram-se odinofagia, vômitos recorrentes, sangramento gastrointestinal e história familiar de câncer gástrico.II - Sintomas típicos – pirose e regurgitação – podem ser tratados empiricamente sem a necessidade de realização de endoscopia digestiva alta na ausência de sinais de alarme. III - A manometria esofágica pode ser solicitada em pacientes candidatos a tratamento cirúrgico para DRGE, visto que a pressão alta do esfíncter esofágico inferior é preditor de falha ao tratamento farmacológico.
DRGE: Sinais de alarme (odinofagia, sangramento, vômitos) indicam EDA; sintomas típicos sem alarme permitem tratamento empírico.
A presença de sinais de alarme na DRGE (como odinofagia, vômitos recorrentes, sangramento gastrointestinal e história familiar de câncer gástrico) exige investigação com endoscopia digestiva alta. Sintomas típicos sem alarme podem ser tratados empiricamente. A manometria esofágica é útil para avaliar a motilidade esofágica e a função do EEI antes da cirurgia, mas uma pressão ALTA do EEI não é preditor de falha ao tratamento farmacológico, e sim o contrário (pressão baixa favorece o refluxo).
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. O diagnóstico e manejo dependem da presença de sintomas típicos e, crucialmente, da identificação de sinais de alarme que indicam a necessidade de investigação mais aprofundada. Sinais de alarme, como odinofagia, disfagia, vômitos recorrentes, sangramento gastrointestinal, anemia, perda de peso inexplicada e história familiar de câncer gástrico, exigem a realização de uma endoscopia digestiva alta (EDA) para descartar complicações graves como esofagite erosiva, esôfago de Barrett ou neoplasias. Na ausência desses sinais, o tratamento empírico com inibidores da bomba de prótons (IBP) é a abordagem inicial recomendada para sintomas típicos como pirose e regurgitação. A manometria esofágica é um exame que avalia a pressão e a motilidade do esôfago e dos esfíncteres. É indicada principalmente em pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico ou candidatos à cirurgia anti-refluxo, para descartar outros distúrbios de motilidade e auxiliar no planejamento cirúrgico. Contudo, uma pressão alta do esfíncter esofágico inferior (EEI) não é um preditor de falha ao tratamento farmacológico; na verdade, a DRGE está frequentemente associada a um EEI hipotenso ou relaxamentos transitórios do EEI.
Sinais de alarme incluem odinofagia, disfagia, vômitos recorrentes, sangramento gastrointestinal, anemia, perda de peso inexplicada e história familiar de câncer gástrico.
O tratamento empírico com inibidores da bomba de prótons (IBP) é apropriado para pacientes com sintomas típicos (pirose e regurgitação) na ausência de quaisquer sinais de alarme.
A manometria esofágica avalia a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior (EEI), sendo útil para descartar distúrbios de motilidade e planejar o tratamento cirúrgico, mas não para prever falha ao tratamento farmacológico por pressão alta do EEI.
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