USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Homem, 57 anos de idade, foi submetido à correção de hérnia incisional de laparotomia mediana com colocação de tela sobre a aponeurose (imagem a seguir). Qual é o princípio de funcionamento do dreno indicado para esta situação?
Dreno pós-herniorrafia com tela → dreno ativo por gradiente de pressão (sucção).
Após correção de hérnia incisional com tela, especialmente sobre a aponeurose, há um espaço potencial para acúmulo de seroma ou hematoma. Um dreno ativo, que funciona por gradiente de pressão (sucção), é o mais indicado para remover eficientemente esses fluidos, prevenindo complicações como infecção e deiscência.
A cirurgia de correção de hérnia incisional, especialmente quando envolve a colocação de tela sobre a aponeurose, cria um espaço potencial onde fluidos como seroma ou hematoma podem se acumular. O manejo adequado desse espaço é crucial para prevenir complicações pós-operatórias, como infecção da tela, deiscência da ferida e dor crônica. A utilização de drenos cirúrgicos é uma prática comum para otimizar a cicatrização e reduzir essas intercorrências. O princípio de funcionamento do dreno indicado para esta situação é o gradiente de pressão, caracterizando-o como um dreno ativo. Drenos ativos, como o sistema Portovac ou Jackson-Pratt, utilizam um reservatório de sucção que cria uma pressão negativa, puxando ativamente os fluidos para fora do espaço cirúrgico. Isso é mais eficaz do que a drenagem passiva (por capilaridade ou gravidade) para remover grandes volumes de exsudato e manter o espaço seco, favorecendo a integração da tela. A escolha do tipo de dreno é baseada na natureza e volume esperado do fluido, bem como na localização anatômica. Em cirurgias com grande dissecção tecidual e implante de material protético, a drenagem ativa é preferível para evitar o acúmulo de fluidos que poderiam servir como meio de cultura para bactérias ou impedir a adequada cicatrização e fixação da tela. A manutenção e remoção do dreno devem seguir protocolos para minimizar o risco de infecção ascendente.
Drenos ativos, como o Portovac, funcionam por sucção contínua, criando um gradiente de pressão negativo para remover fluidos. Drenos passivos, como o Penrose, dependem da capilaridade ou da gravidade para drenar.
A colocação de tela cria um espaço potencial para acúmulo de seroma ou hematoma. O dreno ativo remove esses fluidos de forma mais eficiente, reduzindo o risco de infecção, deiscência e outras complicações, além de promover a aderência da tela.
Os principais tipos incluem drenos passivos (Penrose, por capilaridade/gravidade) e drenos ativos (Portovac, Jackson-Pratt, por sucção/gradiente de pressão). A escolha depende da quantidade e tipo de fluido esperado e da localização da cirurgia.
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