HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Uma senhora de 63 anos, com hipertensão controlada com losartana, tem história de icterícia, náuseas e vômitos pós-alimentares há 1 mês. Está ictérica 3+/4 e tem dor abdominal discreta em hipocôndrio direito, sem peritonismo. Hemoglobina: 12,5 g/dL, leucócitos: 6.620/mm³, ureia: 37 mg/dL, creatinina: 1,15 mg/dL, bilirrubina total: 23,69 mg/dL, bilirrubina direta: 21,03 mg/dL, fosfatase alcalina: 712 U/L (46 a 120), gamaglutamiltransferase: 1.310 U/L (7 a 32). Fez a tomografia ilustrada a seguir.Inicialmente, a paciente deve ser submetida a
Icterícia obstrutiva + FA/GGT ↑ + dilatação vias biliares → Drenagem biliar urgente para descompressão.
Pacientes com icterícia obstrutiva grave, evidenciada por hiperbilirrubinemia direta e elevação de enzimas colestáticas (FA, GGT), e com imagem demonstrando obstrução, necessitam de drenagem das vias biliares. Isso visa aliviar a estase biliar, prevenir colangite e melhorar a função hepática.
A icterícia obstrutiva é uma condição grave que exige diagnóstico e manejo rápidos. Caracteriza-se pelo acúmulo de bilirrubina direta devido a um bloqueio no fluxo biliar, manifestando-se com icterícia, colúria e acolia fecal. As causas podem variar de cálculos biliares a tumores malignos, sendo crucial a identificação da etiologia para o tratamento adequado. O diagnóstico da icterícia obstrutiva é feito pela clínica, exames laboratoriais (bilirrubina direta elevada, FA e GGT aumentadas) e exames de imagem. A tomografia e a ultrassonografia abdominal são frequentemente os primeiros exames, mostrando dilatação das vias biliares. A colangiorressonância pode fornecer detalhes anatômicos mais precisos da obstrução. O tratamento inicial em casos de icterícia obstrutiva grave, especialmente com sinais de colangite ou disfunção hepática, é a drenagem das vias biliares. Isso pode ser feito endoscopicamente (CPRE) ou percutaneamente (drenagem trans-hepática), visando descompressão e alívio dos sintomas. A abordagem definitiva dependerá da causa subjacente da obstrução.
A icterícia obstrutiva é caracterizada por hiperbilirrubinemia predominantemente direta, com elevação significativa de fosfatase alcalina (FA) e gamaglutamiltransferase (GGT), indicando colestase.
A drenagem das vias biliares é indicada em casos de icterícia obstrutiva grave e sintomática, especialmente se houver risco de colangite ou disfunção hepática progressiva, visando descompressão.
A tomografia abdominal é útil para identificar a causa e o nível da obstrução biliar, como massas ou cálculos, auxiliando na decisão da abordagem terapêutica, mas não substitui a necessidade de drenagem.
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