PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Paciente masculino, 35 anos, deu entrada no pronto socorro devido a ferimento com arma branca em região torácica anterior a direita, após confronto em um bar, apresentando taquipneia associada a desconforto respiratório. Ao exame físico, observou-se murmúrio vesicular quase abolido a direita, hipertimpanismo à percussão. Com diagnóstico clínico de pneumotórax, este paciente teve o seu hemitórax direito drenado sob selo d'água. Em relação à inserção e manejo do dreno de tórax, especialmente em pacientes com pneumotórax, assinale a alternativa correta:
Dreno de tórax: retirada considera débito, aspecto, escape aéreo e reexpansão pulmonar.
A decisão de remover um dreno de tórax é multifatorial, visando garantir a resolução do problema (pneumotórax ou derrame) e minimizar complicações. Avaliar o débito, a presença de escape aéreo e a reexpansão pulmonar na radiografia de tórax são passos cruciais para uma remoção segura e eficaz.
A drenagem torácica é um procedimento vital no manejo de condições como pneumotórax, hemotórax e derrames pleurais, sendo frequentemente abordada em provas de residência e essencial na prática clínica. O pneumotórax, em particular, é uma emergência que exige reconhecimento rápido e intervenção adequada para restaurar a função pulmonar e prevenir complicações graves. A compreensão dos princípios da inserção e, crucialmente, da remoção do dreno é fundamental para a segurança do paciente. A fisiopatologia do pneumotórax envolve a entrada de ar no espaço pleural, levando ao colapso pulmonar. A drenagem torácica visa evacuar esse ar, permitindo a reexpansão do pulmão. O local de inserção ideal para pneumotórax é geralmente o 4º ou 5º espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior, para evitar lesões diafragmáticas ou mamárias e otimizar a drenagem de ar, que tende a se acumular superiormente. A técnica asséptica e a fixação adequada são imperativas para prevenir infecções e deslocamentos. A decisão de retirar o dreno de tórax é um ponto crítico que exige avaliação criteriosa. Não se baseia apenas no débito, mas também na ausência de escape aéreo (confirmada pelo teste de clampeamento ou observação do selo d'água) e na reexpansão pulmonar adequada em exames de imagem. A retirada precoce pode levar à recidiva, enquanto a manutenção prolongada aumenta o risco de infecções e dor. Residentes devem dominar esses critérios para garantir um manejo seguro e eficaz.
Os principais critérios incluem débito do dreno inferior a 100-200 mL/24h, ausência de escape aéreo por pelo menos 12-24 horas, e evidência de reexpansão pulmonar completa ou satisfatória em radiografia de tórax.
Para pneumotórax, o local de inserção preferencial é o 4º ou 5º espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior, para otimizar a drenagem de ar e minimizar riscos de lesão a estruturas vitais.
A aspiração negativa contínua não é sempre indicada, especialmente em pneumotórax simples, pois pode aumentar o risco de lesão pulmonar por reexpansão rápida ou prolongar o escape aéreo. O selo d'água é frequentemente suficiente.
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