SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Você é o Médico da Emergência da UPA, chega um paciente trazido por amigos, dispneico e hipocorado. Ao examina-lo, você nota ferimento perfurocortante em hemitórax esquerdo e aumento da dispneia e agitação durante o exame físico, sem sangramento ativo e sem escape de ar. Qual a melhor conduta para resolver o quadro inicial após puncionar com agulha calibrosa o 2° espaço intercostal?
Pneumotórax hipertensivo/aberto → Descompressão por agulha (2º EIC) → Drenagem torácica definitiva (4-5º EIC, linha axilar anterior, bordo superior da costela).
Após a descompressão inicial de um pneumotórax hipertensivo ou aberto com agulha no 2º espaço intercostal, a conduta definitiva é a inserção de um dreno tubular torácico. O local correto para a drenagem é o 4º ou 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior ou média, sempre margeando o bordo superior da costela para evitar lesão do feixe neurovascular.
O trauma torácico é uma das principais causas de mortalidade em emergências, e o pneumotórax hipertensivo é uma condição que exige reconhecimento e intervenção imediatos. A sequência de descompressão por agulha seguida de drenagem torácica definitiva é um pilar do atendimento inicial ao trauma, conforme preconizado pelo ATLS. A fisiopatologia do pneumotórax hipertensivo envolve a entrada de ar na cavidade pleural sem saída, levando ao acúmulo progressivo de pressão, colapso pulmonar, desvio de mediastino e comprometimento hemodinâmico. A descompressão por agulha é uma medida salvadora, mas temporária, que alivia a pressão e permite a estabilização inicial do paciente. A drenagem torácica é o tratamento definitivo para o pneumotórax. A técnica correta de inserção do dreno, incluindo o local anatômico (4º-5º espaço intercostal, linha axilar anterior/média) e a precaução de margear o bordo superior da costela, é fundamental para evitar complicações e garantir a eficácia do procedimento. Residentes devem dominar essa habilidade essencial.
A descompressão por agulha é indicada em casos de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que causa desvio de mediastino e comprometimento hemodinâmico. É um procedimento de alívio imediato, realizado no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular, para converter o pneumotórax hipertensivo em simples, permitindo tempo para a drenagem definitiva.
O local anatômico correto para a inserção de um dreno torácico é o 4º ou 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior ou média. É crucial que a incisão seja feita sobre o bordo superior da costela inferior ao espaço escolhido para evitar lesão do feixe neurovascular (artéria, veia e nervo intercostais) que corre no bordo inferior da costela superior.
Para um pneumotórax em adulto, o tamanho de dreno torácico recomendado geralmente varia entre 28 a 36 French (Fr). Um dreno de número 30 Fr, como mencionado na questão, é uma escolha apropriada para a maioria dos casos de pneumotórax em adultos.
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