IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Assinale a opção incorreta com relação à drenagem tubular do tórax, em selo d´água:
Nem todo derrame pleural moderado/grande precisa de drenagem; transudatos são clínicos, evite edema de reexpansão.
A drenagem tubular do tórax é um procedimento essencial, mas com indicações precisas. Derrames pleurais transudativos (ex: ICC) geralmente respondem ao tratamento da causa subjacente e não requerem drenagem rotineira, pois a drenagem completa pode levar a complicações como edema de reexpansão. A indicação de drenagem depende da etiologia e das características do líquido pleural.
A drenagem tubular do tórax em selo d'água é um procedimento comum e vital na prática médica, especialmente em emergências e no pós-operatório de cirurgias torácicas. É indicada para tratar pneumotórax, hemotórax, quilotórax e derrames pleurais de diversas etiologias. O sistema de selo d'água permite a saída de ar e líquido do espaço pleural, impedindo seu retorno, e é crucial para a reexpansão pulmonar. É fundamental entender as indicações e contraindicações da drenagem. Nem todo derrame pleural, mesmo que moderado a grande, necessita de drenagem. Derrames transudativos, como os causados por insuficiência cardíaca congestiva ou cirrose, são geralmente manejados com tratamento clínico da doença de base, e a drenagem pode ser reservada para casos refratários ou que causem grande desconforto respiratório. A drenagem rápida e completa de um derrame pleural crônico e volumoso pode precipitar um edema de reexpansão, uma complicação grave. Os critérios para a retirada do dreno incluem a cessação da fuga de ar, baixo débito de líquido e expansão pulmonar completa. Complicações potenciais do procedimento incluem lesão de vasos intercostais, nervos ou órgãos intratorácicos, infecção (empiema) e dor. No caso de derrame pleural parapneumônico, a drenagem é indicada se houver evidência de empiema (líquido purulento) ou se o pH do líquido pleural for ≤ 7,2, indicando um processo inflamatório significativo que não responderá apenas a antibióticos.
Os critérios mais utilizados para a retirada de um dreno torácico incluem a cessação da fuga de ar no frasco de drenagem, débito de líquido pleural inferior a 100-200 mL em 24 horas, ausência de sinais de infecção e expansão pulmonar completa confirmada por radiografia de tórax.
Um derrame pleural parapneumônico deve ser drenado se o seu volume aumentar gradativamente apesar da antibioticoterapia, se o paciente permanecer febril, se o líquido obtido na toracocentese for francamente purulento (empiema) ou se o pH do líquido pleural for menor ou igual a 7,2.
As possíveis complicações da drenagem torácica incluem lesão de vasos intercostais, lesão pulmonar ou de outros órgãos intratorácicos, infecção do espaço pleural (empiema), dor, edema de reexpansão e pneumotórax residual ou recorrente.
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