UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Está contraindicado a colocação de dreno torácico com selo dágua:
Derrame pleural tuberculoso NÃO tem indicação rotineira de drenagem torácica com selo d'água.
O derrame pleural tuberculoso é geralmente um exsudato linfocítico que responde bem ao tratamento medicamentoso antituberculose. A drenagem torácica com selo d'água não é indicada rotineiramente, pois não acelera a resolução e pode aumentar o risco de complicações, sendo reservada para casos específicos de empiema tuberculoso ou derrame maciço com sintomas compressivos.
A drenagem torácica com selo d'água é um procedimento comum na prática médica, essencial para o tratamento de diversas condições pleurais. Suas indicações incluem pneumotórax (espontâneo, traumático, iatrogênico, hipertensivo após descompressão com agulha), hemotórax, quilotórax e empiema pleural. O objetivo é remover ar, sangue, linfa ou pus da cavidade pleural, permitindo a reexpansão pulmonar e aliviando sintomas. No entanto, nem todo acúmulo de líquido na pleura requer drenagem. O derrame pleural tuberculoso, por exemplo, é uma manifestação comum da tuberculose extrapulmonar, geralmente caracterizado por um exsudato linfocítico. Nesses casos, o tratamento principal é a terapia medicamentosa antituberculose, e a drenagem torácica com selo d'água não é recomendada de forma rotineira. A drenagem não acelera a resolução do derrame e pode, inclusive, aumentar o risco de complicações como infecção secundária ou fístula broncopleural. É crucial para o residente diferenciar as etiologias dos derrames pleurais e suas respectivas abordagens. A toracocentese diagnóstica é fundamental para determinar a natureza do líquido pleural. A drenagem torácica é um procedimento invasivo com riscos, e sua indicação deve ser precisa, reservando-a para situações onde o benefício supera os potenciais riscos, como nos casos de empiema tuberculoso ou derrames maciços com comprometimento respiratório significativo.
As indicações incluem pneumotórax (espontâneo, traumático, iatrogênico, hipertensivo após descompressão), hemotórax, quilotórax, empiema pleural e derrames pleurais volumosos sintomáticos.
O derrame pleural tuberculoso é tipicamente um exsudato estéril que responde bem à terapia antituberculose. A drenagem rotineira não acelera a resolução e pode aumentar o risco de infecção secundária ou fístula broncopleural.
A drenagem pode ser considerada em casos de empiema tuberculoso (pus na cavidade pleural), derrame pleural muito volumoso causando desconforto respiratório significativo ou quando há suspeita de outras complicações.
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