SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um paciente foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) à emergência de um hospital com história de atropelamento há alguns minutos. Ao exame físico, o paciente apresenta FC =110 bpm, FR = 28 irpm, SatO2 = 90% e PA = 100 mmHg x 75 mmHg. Ao ser questionado, apenas verbaliza algumas palavras sem sentido, e demonstra abertura ocular à dor e resposta motora de flexão anormal. A ausculta respiratória indica murmúrio vesicular ausente à direita e normais à esquerda. Exames cardiovascular e abdominal não há alterações. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Caso o dreno de tórax esteja drenando 100 mL serohemático por dia, mesmo sem vazamentos e com boa expansibilidade pulmonar aos raios X, não é possível retirá-lo. E preciso que a drenagem torácica seja inferior a 50 mL/dia.
Critério para retirada de dreno torácico: drenagem < 100-200 mL/24h, sem fístula aérea, pulmão expandido.
A retirada do dreno de tórax geralmente é segura quando o volume de drenagem é inferior a 100-200 mL em 24 horas, não há fístula aérea e o pulmão está completamente expandido na radiografia. O valor de 50 mL/dia é excessivamente restritivo e não é um critério universalmente aceito para a maioria dos casos.
A drenagem torácica é um procedimento comum e vital no manejo de diversas condições torácicas, como pneumotórax, hemotórax, derrames pleurais e em pós-operatório de cirurgias torácicas. Seu objetivo é restaurar a pressão negativa intrapleural, permitindo a reexpansão pulmonar e a remoção de ar ou fluidos da cavidade pleural. A decisão de retirar um dreno de tórax é baseada em critérios clínicos e radiológicos bem definidos para garantir a segurança do paciente e evitar complicações. Os critérios mais aceitos incluem: volume de drenagem serohemática inferior a 100-200 mL em 24 horas, ausência de fístula aérea (não há borbulhamento no selo d'água durante a tosse ou manobra de Valsalva), e pulmão completamente expandido na radiografia de tórax. A melhora clínica do paciente e a resolução da condição subjacente também são fatores importantes. A afirmação de que a drenagem deve ser inferior a 50 mL/dia para a retirada é incorreta. Embora alguns serviços possam ter critérios mais restritivos, o consenso geral e as diretrizes de trauma e cirurgia torácica consideram volumes de até 100-200 mL/dia aceitáveis. Manter o dreno por um período prolongado sem necessidade aumenta o risco de infecção, dor, desconforto e restrição da mobilidade do paciente. Portanto, a avaliação cuidadosa de todos os critérios é fundamental para uma conduta adequada.
Os principais critérios incluem volume de drenagem serohemática inferior a 100-200 mL em 24 horas, ausência de fístula aérea, pulmão completamente expandido na radiografia de tórax e melhora clínica do paciente.
Um volume de 100 mL/dia é considerado fisiológico ou residual e não indica sangramento ativo ou coleção significativa. Manter o dreno por um volume ainda menor pode expor o paciente a riscos desnecessários de infecção e dor.
Antes da retirada, deve-se avaliar a estabilidade clínica do paciente, a quantidade e o aspecto da drenagem, a ausência de fístula aérea (observando o selo d'água), e a expansão pulmonar completa em radiografia de tórax.
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