CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Na drenagem torácica, guia-se pela borda:
Drenagem torácica → incisão na borda superior da costela inferior para evitar feixe neurovascular.
A incisão na borda superior da costela é crucial para evitar o feixe neurovascular (artéria, veia e nervo intercostais) que corre na borda inferior da costela superior. Isso minimiza o risco de hemorragia e lesão nervosa durante o procedimento.
A drenagem torácica, ou toracostomia com tubo, é um procedimento médico comum e vital para o manejo de diversas condições torácicas, como pneumotórax e derrame pleural. Sua correta execução é crucial para a segurança do paciente e eficácia do tratamento, sendo um conhecimento fundamental para residentes de diversas especialidades. A fisiopatologia por trás da necessidade de drenagem envolve o acúmulo de ar (pneumotórax) ou líquido (derrame pleural, hemotórax, empiema) no espaço pleural, comprometendo a função pulmonar. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por exames de imagem como radiografia de tórax ou ultrassonografia. A suspeita deve surgir em pacientes com dispneia aguda, dor torácica e achados no exame físico compatíveis. O tratamento consiste na inserção de um dreno no espaço pleural para remover o conteúdo acumulado, permitindo a reexpansão pulmonar. O prognóstico geralmente é bom com a técnica adequada, mas a atenção aos detalhes anatômicos, como a localização do feixe neurovascular intercostal na borda inferior da costela, é essencial para prevenir complicações graves como hemorragia e lesão nervosa.
A incisão na borda superior da costela é fundamental para evitar o feixe neurovascular (artéria, veia e nervo intercostais) que se localiza na borda inferior da costela superior, minimizando riscos de sangramento e lesão nervosa.
As principais indicações incluem pneumotórax (espontâneo, traumático, iatrogênico), derrame pleural (maligno, paraneumônico complicado, empiema), hemotórax e quilotórax.
As complicações podem incluir dor, infecção no local da inserção, lesão de órgãos intratorácicos (pulmão, coração), lesão de vasos intercostais ou grandes vasos, e má posicionamento do dreno.
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