UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Homem, 31a, submetido à punção venosa central à direita para nutrição parenteral total, evoluiu com pneumotórax moderado. Realizada drenagem torácica em selo d’água com fuga aérea durante o esforço de tossir, com melhora do quadro após dois dias. É critério para retirada do dreno:
Dreno torácico: retirada após ausência de fuga aérea por >24h e RX de tórax com reexpansão pulmonar.
A ausência de fuga aérea no sistema de drenagem por um período de pelo menos 24 horas é um critério fundamental para a retirada do dreno torácico em casos de pneumotórax, indicando que o vazamento de ar pulmonar foi contido e o pulmão está reexpandido.
A drenagem torácica é um procedimento comum em diversas condições torácicas, como pneumotórax, hemotórax e derrames pleurais. O pneumotórax iatrogênico, como o decorrente de punção venosa central, é uma indicação frequente. A correta avaliação para a retirada do dreno é crucial para evitar complicações como a recorrência do pneumotórax. Os critérios para a retirada do dreno torácico variam ligeiramente dependendo da etiologia e do tipo de drenagem (pneumotórax vs. derrame pleural). Para pneumotórax, os critérios mais importantes são a ausência de fuga aérea no sistema de selo d'água por um período mínimo de 24 horas e a reexpansão pulmonar adequada, confirmada por radiografia de tórax. A melhora clínica do paciente também é um fator relevante. A fuga aérea persistente indica que ainda há um vazamento de ar do pulmão para o espaço pleural. A retirada do dreno antes da cessação da fuga aérea pode resultar em um novo acúmulo de ar e recorrência do pneumotórax. Outros critérios, como o volume de débito, são mais relevantes para derrames pleurais, onde um débito baixo e seroso por 24 horas é desejável.
Os critérios incluem ausência de fuga aérea por pelo menos 24 horas, reexpansão pulmonar completa ou quase completa confirmada por radiografia de tórax, e melhora clínica do paciente, indicando estabilidade do quadro.
A fuga aérea indica que ainda há comunicação entre o espaço pleural e o sistema respiratório, permitindo a entrada de ar. Sua cessação por um período prolongado confirma que a lesão pulmonar cicatrizou, prevenindo a recorrência do pneumotórax após a retirada do dreno.
A radiografia de tórax é essencial para confirmar a reexpansão pulmonar completa ou satisfatória e para descartar a presença de pneumotórax residual significativo ou outras complicações antes da retirada do dreno, garantindo a segurança do paciente.
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