PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Paciente, 46 anos de idade, sexo masculino, foi vítima de atropelamento em via pública. Atendido pelo SAMU apresentava-se dispnéico, taquicárdico, hipotenso e com dificuldade de fala. À ausculta, foi percebido murmúrio vesicular abolido em hemitórax direito, com timpanismo á percussão, além de perceptível fratura de arco costal á palpação e ingurgitamento das veias jugulares.Considerando que o paciente já está no 5º dia de internação com dreno de tórax em selo d’água, que está não oscilante, com débito de 25mL/dia, não borbulhante, e que a radiografia de tórax mostra dreno dobrado na base, com pulmão expandido, a conduta neste momento é:
Dreno de tórax: pulmão expandido, débito <50mL/dia, não borbulhante, sem oscilação → Retirar.
A retirada do dreno de tórax é indicada quando há evidência de resolução do problema inicial (pulmão expandido), baixo débito (geralmente <50-100mL/dia), ausência de fístula aérea (não borbulhante) e ausência de oscilação no selo d'água, indicando que o espaço pleural está obliterado.
A drenagem torácica é um procedimento comum em emergências e cirurgias torácicas, indicada para tratar condições como pneumotórax, hemotórax, empiema e derrames pleurais volumosos. O dreno de tórax em selo d'água permite a saída de ar e/ou líquido da cavidade pleural, impedindo seu retorno e promovendo a reexpansão pulmonar. A monitorização do dreno é crucial, observando a oscilação do líquido no selo d'água (que reflete a variação da pressão intratorácica), o borbulhamento (indicativo de fístula aérea) e o volume e aspecto do débito. A decisão de retirar o dreno de tórax é baseada em critérios clínicos e radiológicos bem definidos. Um pulmão expandido na radiografia de tórax, um débito de líquido pleural baixo (geralmente <50-100 mL/dia), a ausência de borbulhamento (indicando que não há mais fístula aérea) e a ausência de oscilação no selo d'água (sugerindo que o espaço pleural está obliterado ou o dreno está dobrado, mas com pulmão expandido) são indicativos de que o dreno pode ser removido. No caso apresentado, o paciente preenche todos os critérios para a retirada do dreno: pulmão expandido, baixo débito (25mL/dia), ausência de borbulhamento e dreno não oscilante, mesmo que dobrado na base (o que não impede a expansão pulmonar se o problema original foi resolvido). A manutenção desnecessária do dreno aumenta o risco de infecção e desconforto para o paciente.
Os principais critérios incluem pulmão totalmente expandido na radiografia, débito de líquido pleural baixo (geralmente <50-100 mL/dia), ausência de fístula aérea (sem borbulhamento no selo d'água) e ausência de oscilação no selo d'água.
A ausência de oscilação no selo d'água, em um paciente com pulmão expandido, geralmente indica que o espaço pleural está obliterado e que não há mais comunicação com a cavidade pleural ou que o dreno está obstruído/dobrado.
Um baixo débito (ex: 25mL/dia) no dreno de tórax, na ausência de outras complicações, sugere que a produção de líquido ou sangramento na cavidade pleural cessou ou está em níveis fisiológicos, indicando a resolução do problema.
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