Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Para drenagem tubular fechada de pneumotórax na criança, qual é o local ideal para a introdução do dreno na cavidade torácica?
Drenagem de pneumotórax em crianças → 4º EIC, linha axilar anterior, para segurança e eficácia.
O local ideal para a drenagem de pneumotórax em crianças é o quarto espaço intercostal, na linha axilar anterior. Esta localização minimiza o risco de lesão de órgãos intratorácicos e intra-abdominais, sendo eficaz para a maioria dos pneumotórax. É uma área segura e de fácil acesso.
A drenagem tubular fechada de pneumotórax é um procedimento vital em emergências pediátricas, frequentemente abordado em provas de residência. O pneumotórax em crianças pode ser espontâneo, traumático ou iatrogênico, e seu reconhecimento e manejo adequados são cruciais para evitar complicações graves, como o pneumotórax hipertensivo. A escolha do local de inserção do dreno torácico é um ponto crítico na técnica. Em pediatria, o quarto ou quinto espaço intercostal na linha axilar anterior é o sítio preferencial. Esta localização oferece um equilíbrio entre segurança e eficácia, evitando estruturas importantes como o ápice pulmonar, o coração e o diafragma, que em crianças pode estar mais elevado do que em adultos. O procedimento deve ser realizado com técnica asséptica rigorosa, analgesia adequada e sob monitorização contínua. A confirmação da posição do dreno por radiografia de tórax é indispensável após a inserção. O conhecimento aprofundado da anatomia torácica pediátrica e das particularidades da técnica é fundamental para o residente.
A drenagem torácica é indicada em crianças com pneumotórax sintomático, pneumotórax hipertensivo, pneumotórax de grande volume, hemotórax ou em casos de trauma torácico com acúmulo significativo de ar ou líquido.
O 4º espaço intercostal na linha axilar anterior é preferencial por ser uma área segura, acima do diafragma e abaixo do ápice pulmonar, minimizando o risco de lesão de estruturas vitais como o coração, grandes vasos e órgãos abdominais.
As complicações incluem lesão de órgãos intratorácicos (pulmão, coração, vasos), lesão de nervos intercostais, infecção no local da inserção, enfisema subcutâneo e dor. A técnica correta e a escolha do local minimizam esses riscos.
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