CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Vários procedimentos cirúrgicos são realizados nos diversos ambientes hospitalares, conhecimento técnico, habilidade bem desenvolvida, prevenção de complicações, ou até mesmo identificação precoce delas, são necessários para um bom cirurgião. Assinale a alternativa que contenha conteúdo correto sobre esse tema:
Dreno pleural: verificar oscilação da coluna, saída de conteúdo e ausência de orifício visível para confirmar funcionamento adequado.
Após a inserção de um dreno pleural fechado sob selo d'água, a avaliação imediata do seu funcionamento é crucial para garantir a eficácia do procedimento e prevenir complicações. A observação da oscilação da coluna líquida com os movimentos respiratórios, a saída de conteúdo (ar, líquido) e a ausência de vazamento pelo local de inserção são indicadores de que o sistema está patente e funcionando corretamente.
A realização de procedimentos cirúrgicos exige não apenas habilidade técnica, mas também um conhecimento aprofundado sobre a prevenção e identificação precoce de complicações. A drenagem pleural fechada sob selo d'água é um procedimento comum em diversas situações clínicas, como pneumotórax e derrames pleurais, e sua correta avaliação pós-inserção é fundamental para o sucesso terapêutico e a segurança do paciente. Imediatamente após a inserção de um dreno pleural, o cirurgião ou residente deve realizar uma série de verificações para assegurar o funcionamento adequado do sistema. A observação da oscilação da coluna líquida no frasco do selo d'água, que acompanha os movimentos respiratórios do paciente, é um indicativo de que o dreno está patente e que há comunicação entre o espaço pleural e o sistema de drenagem. A saída de conteúdo (ar, sangue, pus) pelo dreno confirma sua eficácia na remoção do material patológico. Além disso, a ausência de vazamento de ar ou líquido ao redor do orifício de inserção do dreno na pele é crucial para evitar infecções e garantir a integridade do sistema fechado. Outras alternativas apresentadas na questão abordam erros conceituais ou práticas inadequadas. A paracentese de alívio, por exemplo, não é contraindicada em hepatopatias crônicas; pelo contrário, é frequentemente indicada para ascites refratárias, com precauções para coagulopatias. A técnica de Seldinger utiliza o dilatador para alargar o trajeto da agulha e facilitar a passagem do cateter, não apenas para o túnel subcutâneo. E a toracocentese descompressiva para pneumotórax hipertensivo tem seu sucesso confirmado pela melhora clínica imediata, sendo a radiografia de tórax um exame confirmatório posterior, não um pré-requisito para o êxito inicial da descompressão.
Os sinais de um dreno pleural funcionando corretamente incluem a oscilação da coluna líquida no selo d'água com os movimentos respiratórios (indicando conexão com o espaço pleural), a saída de conteúdo (ar ou líquido) e a ausência de vazamento ou orifício visível no local de inserção do dreno.
A oscilação da coluna líquida no selo d'água, também conhecida como 'flutuação', indica que o dreno está patente e conectado ao espaço pleural, refletindo as variações de pressão intratorácica durante a respiração. A ausência de oscilação pode sugerir obstrução do dreno, reexpansão pulmonar completa ou desconexão do sistema.
Após uma toracocentese descompressiva para pneumotórax hipertensivo, a melhora clínica imediata (redução da dispneia, melhora da hemodinâmica) é o principal indicador de sucesso. A radiografia de tórax é realizada posteriormente para confirmar a reexpansão pulmonar e documentar o procedimento, mas não é necessária para confirmar o êxito inicial da descompressão, que é uma emergência clínica.
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