UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Homem, 65 anos de idade, com história prévia de blebs, apresenta quadro de pneumotórax. Qual é o posicionamento ideal do paciente para a realização da drenagem pleural?
Drenagem pleural → paciente semi-sentado, braço abduzido no lado da drenagem para expor o local.
O posicionamento adequado do paciente para a drenagem pleural é crucial para a segurança e eficácia do procedimento. A posição semi-sentada com o braço abduzido expõe a região axilar, minimiza o risco de lesão diafragmática e facilita a inserção do dreno no espaço pleural.
A drenagem pleural é um procedimento médico comum e vital para o tratamento de diversas condições torácicas, como pneumotórax, derrames pleurais volumosos e empiema. O pneumotórax, especialmente em pacientes com história de blebs (bolhas subpleurais), pode ser recorrente e potencialmente fatal, exigindo intervenção rápida para restabelecer a pressão negativa intratorácica e permitir a reexpansão pulmonar. A técnica de drenagem pleural envolve a inserção de um dreno no espaço pleural para remover ar ou líquido. O posicionamento adequado do paciente é um passo crítico para a segurança e sucesso do procedimento. A posição semi-sentada (ou decúbito lateral com o lado a ser drenado para cima) com o membro superior ipsilateral em abdução máxima é ideal. Essa postura expõe a região axilar, afastando a escápula e os músculos peitorais, e eleva o diafragma, reduzindo o risco de lesão abdominal. A escolha do local de inserção (geralmente 4º ou 5º espaço intercostal na linha axilar média ou anterior) é baseada em marcos anatômicos para evitar estruturas neurovasculares e órgãos adjacentes. Após a inserção, o dreno é conectado a um sistema de drenagem subaquática para garantir a saída de ar/líquido e impedir seu retorno. Complicações podem incluir sangramento, infecção, lesão pulmonar ou de órgãos abdominais, enfatizando a importância da técnica correta e do posicionamento.
O local preferencial é o 4º ou 5º espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior, pois minimiza o risco de lesão de estruturas vitais como o diafragma, vasos intercostais e nervos.
A abdução do membro superior eleva a escápula e expõe a região axilar, facilitando o acesso ao espaço intercostal desejado e permitindo uma melhor visualização e manipulação durante a inserção do dreno.
As indicações incluem pneumotórax espontâneo primário grande, pneumotórax espontâneo secundário (como em pacientes com blebs ou DPOC), pneumotórax hipertensivo (após descompressão inicial com agulha) e pneumotórax iatrogênico sintomático.
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