FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, era portador de câncer de lingua à esquerda e foi submetido à glossectomia parcial associada a esvaziamento cervical esquerdo, em monobloco por via cervical, e abertura do assoalho da boca. A operação transcorreu sem intercorrências e no final do procedimento não havia sinais de vazamento ou sangramento e a ferida apresentava-se limpa. Com relação ao quadro clínico descrito acima, com relação à colocação de dreno na região operada, assinale a alternativa CORRETA.
Pós-esvaziamento cervical → dreno de aspiração contínua (sucção fechada) para prevenir seroma/hematoma.
Após cirurgias de grande porte na região de cabeça e pescoço, como glossectomia parcial e esvaziamento cervical, a colocação de um dreno de aspiração contínua (sucção fechada) é fundamental para remover fluidos (sangue, linfa, exsudato), prevenir a formação de seromas e hematomas, e otimizar a cicatrização da ferida.
A cirurgia de cabeça e pescoço, especialmente procedimentos como glossectomia parcial e esvaziamento cervical, envolve a dissecção de múltiplos planos teciduais e a manipulação de vasos sanguíneos e linfáticos. Mesmo em cirurgias sem intercorrências e com hemostasia rigorosa, há um risco significativo de acúmulo de fluidos no espaço cirúrgico no pós-operatório. A formação de seromas (acúmulo de líquido seroso) e hematomas (acúmulo de sangue) é uma complicação comum que pode atrasar a cicatrização, aumentar o risco de infecção, causar dor e, em casos de grandes volumes, comprometer a via aérea ou a função nervosa. Para prevenir essas complicações, a drenagem cirúrgica é uma prática padrão. A colocação de um dreno de aspiração contínua em sucção fechada (ex: dreno de Jackson-Pratt ou Portovac) é a técnica preferencial em cirurgias de cabeça e pescoço. Este tipo de dreno permite a remoção ativa e quantificável de fluidos, mantendo os tecidos coaptados e reduzindo o espaço morto. A decisão de remover o dreno é baseada no volume de drenagem diária, que geralmente deve ser inferior a um valor predeterminado (ex: 20-30 mL/24h), e na ausência de sinais de complicação.
A principal função é remover o acúmulo de fluidos (sangue, linfa, exsudato) da área cirúrgica, prevenindo a formação de seromas e hematomas, que podem comprometer a cicatrização e aumentar o risco de infecção.
Drenos de sucção fechada (como o Portovac ou Jackson-Pratt) oferecem aspiração contínua e quantificável, sendo mais eficazes na remoção de grandes volumes de fluido e na manutenção da coaptação dos tecidos, ao contrário dos drenos de Penrose, que são de drenagem passiva.
A ausência de drenagem adequada pode levar à formação de seroma, hematoma, infecção da ferida, deiscência da sutura e, em casos graves, compressão de estruturas vitais no pescoço.
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