UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Assinale alternativa incorreta com relação ao uso de drenos no pós-operatório:
Drenos profiláticos em linfadenectomias visam reduzir seroma, não primariamente infecção do sítio cirúrgico.
O uso de drenos em linfadenectomias é primariamente para reduzir o acúmulo de seroma, uma complicação comum devido à extensa dissecção e interrupção de vasos linfáticos. Embora o seroma possa ser um meio para infecção, o dreno não é utilizado com o intuito principal de "evitar infecção do sítio cirúrgico" diretamente, mas sim de controlar o volume de fluido.
O uso de drenos no pós-operatório é uma prática comum em diversas cirurgias, visando prevenir complicações como seromas, hematomas e fístulas. A decisão de drenar deve ser baseada em evidências e na avaliação individual do risco-benefício para o paciente, considerando o tipo de cirurgia, a extensão da dissecção e a presença de anastomoses. Em cirurgias como linfadenectomias, onde há grande dissecção e interrupção de vasos linfáticos, o dreno é fundamental para controlar o seroma. Já em procedimentos com anastomoses de alto risco, como a esofagojejunal após gastrectomia total (devido à ausência de serosa no esôfago), o dreno pode ser profilático para detectar precocemente vazamentos. A escolha do tipo de dreno (aberto, fechado, suctor) e sua localização (por contra-abertura) também são aspectos importantes. Para residentes, é crucial compreender as indicações específicas de cada tipo de dreno e seus objetivos primários. O uso indiscriminado ou incorreto pode, inclusive, aumentar o risco de infecção ou outras complicações. A retirada do dreno deve seguir critérios bem estabelecidos, como volume drenado e características do fluido, para otimizar a recuperação do paciente.
Em linfadenectomias, o dreno é utilizado principalmente para prevenir ou reduzir o acúmulo de seroma, um fluido linfático que pode se formar após a remoção de linfonodos e dissecção extensa.
Drenos de suctor são indicados em herniorrafias incisionais com grande descolamento do subcutâneo para evitar o acúmulo de seroma e hematoma, que podem comprometer a cicatrização e aumentar o risco de infecção.
A drenagem profilática após gastrectomia total é comum devido ao risco significativo de fístula da anastomose esofagojejunal, facilitada pela ausência de serosa no esôfago, o que compromete a cicatrização.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo