Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente de dezoito anos de idade foi ao serviço de emergência e relatou sentir dor em fossa ilíaca direita há três dias, acompanhada de anorexia e febre. Ao exame físico, apresentou dor à palpação de fossa ilíaca direita, com descompressão brusca positiva. Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a situação em que se deve drenar a cavidade abdominal durante a cirurgia videolaparoscópica para tratamento da apendicite aguda.
Drenagem abdominal em apendicite aguda é reservada para abscesso residual ou sepse grave, não para líquido livre simples.
A drenagem da cavidade abdominal na apendicectomia laparoscópica para apendicite aguda não é rotineira. Ela é indicada em situações específicas, como a presença de abscesso residual ou sepse grave com foco infeccioso não totalmente controlado, ou em casos de autólise do apêndice, que sugere um processo inflamatório mais avançado e necrótico.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, e a apendicectomia laparoscópica é o padrão-ouro para seu tratamento. A decisão de drenar a cavidade abdominal é um ponto crítico e frequentemente debatido, com implicações diretas no pós-operatório e na morbidade do paciente. A fisiopatologia da apendicite envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia, necrose e, eventualmente, perfuração. A presença de líquido livre ou peritonite localizada é comum em casos mais avançados. No entanto, a drenagem profilática não é recomendada, pois estudos mostram que ela não reduz a incidência de abscessos intra-abdominais e pode até aumentá-los, além de prolongar o tempo de internação. As indicações para drenagem são restritas a situações de abscesso residual bem definido que não pode ser completamente aspirado, ou em casos de sepse grave com contaminação maciça e foco infeccioso persistente. A autólise do apêndice, que implica necrose tecidual, também pode ser uma indicação. Para residentes, é vital entender que a drenagem não é uma medida de rotina, mas uma intervenção específica para complicações selecionadas.
A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação em fossa ilíaca direita e descompressão brusca positiva.
A drenagem abdominal é indicada principalmente na presença de um abscesso apendicular residual, em casos de sepse grave com foco infeccioso não totalmente controlado, ou quando há autólise do apêndice, sugerindo necrose tecidual extensa e risco de coleção.
Não necessariamente. A presença de líquido livre purulento ou inflamatório é comum na apendicite complicada. Geralmente, a lavagem da cavidade abdominal e a apendicectomia são suficientes, e a drenagem profilática não é recomendada, pois pode aumentar o risco de infecção da ferida e hérnias.
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