Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Sobre os objetivos do tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é CORRETO afirmar que:
Corticoterapia inalatória na DPOC reduz exacerbações e melhora qualidade de vida, mas não reverte declínio VEF1.
O tratamento da DPOC visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações, e melhorar a tolerância ao exercício e a qualidade de vida. Embora não cure a doença nem reverta o declínio do VEF1, algumas intervenções como a corticoterapia inalatória têm um papel importante na redução de eventos agudos.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição pulmonar progressiva e irreversível, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição prolongada a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. Afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade. O manejo da DPOC é complexo e visa principalmente controlar os sintomas, prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas, destruição do parênquima pulmonar (enfisema) e remodelamento das pequenas vias aéreas. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que revela uma relação VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador. As intervenções terapêuticas incluem broncodilatadores de longa ação (LABA, LAMA), corticoesteroides inalatórios (CI) em casos selecionados, reabilitação pulmonar e oxigenoterapia. Embora o transplante de pulmão seja uma opção para casos muito selecionados e graves, ele não cura a DPOC e possui riscos significativos. O abandono do tabagismo é a única intervenção que comprovadamente retarda o declínio do VEF1. A reabilitação pulmonar melhora a capacidade de exercício e a qualidade de vida, mas não a função pulmonar em si. A corticoterapia inalatória, quando bem indicada, é eficaz na redução das exacerbações e na melhora da qualidade de vida, mas não reverte a progressão da doença ou o declínio do VEF1.
Os principais objetivos do tratamento da DPOC incluem aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações, melhorar a tolerância ao exercício, otimizar a qualidade de vida e, em alguns casos, reduzir a mortalidade. Não há cura para a DPOC, e o tratamento foca no manejo da doença.
O abandono do tabagismo é a intervenção mais eficaz para retardar a taxa de declínio do VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) e, consequentemente, a progressão da DPOC. É fundamental em qualquer estágio da doença para melhorar o prognóstico.
A corticoterapia inalatória é geralmente indicada para pacientes com DPOC moderada a grave que apresentam histórico de exacerbações frequentes, apesar do uso de broncodilatadores de longa ação, ou para aqueles com evidência de eosinofilia no sangue periférico, visando reduzir a frequência de exacerbações.
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