HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica será submetido à ressecção de um tumor colorretal.Nesse caso, o maior risco perioperatório associado à doença cardiopulmonar é
Pacientes com DPOC submetidos à cirurgia têm o maior risco perioperatório de desenvolver pneumonia pós-operatória.
Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresentam uma função pulmonar comprometida e um sistema mucociliar deficiente, tornando-os altamente suscetíveis a complicações respiratórias no período perioperatório. A anestesia geral, a dor pós-operatória e a imobilidade contribuem para a atelectasia e o acúmulo de secreções, aumentando drasticamente o risco de pneumonia pós-operatória.
Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) representam um grupo de alto risco para complicações perioperatórias, especialmente as de natureza pulmonar. A fisiopatologia da DPOC, caracterizada por obstrução crônica do fluxo aéreo, inflamação das vias aéreas e enfisema, compromete a reserva pulmonar e a capacidade de resposta a estressores como a cirurgia e a anestesia. A epidemiologia mostra que as complicações pulmonares são as mais comuns e as principais causas de morbimortalidade pós-operatória nesse grupo. Durante o período perioperatório, a anestesia geral pode levar à depressão respiratória, atelectasias e comprometimento da depuração mucociliar. A dor pós-operatória, especialmente em cirurgias abdominais ou torácicas, restringe a movimentação diafragmática e a tosse eficaz, favorecendo o acúmulo de secreções e a proliferação bacteriana. Esse cenário cria um ambiente propício para o desenvolvimento de infecções pulmonares, sendo a pneumonia pós-operatória a complicação mais temida e frequente, com impacto significativo na recuperação e no prognóstico do paciente. O manejo desses pacientes exige uma avaliação pré-operatória rigorosa, com otimização da função pulmonar (cessação do tabagismo, broncodilatadores, tratamento de infecções). No pós-operatório, a estratégia deve focar na prevenção ativa de complicações, incluindo mobilização precoce, fisioterapia respiratória intensiva (incentivo espirométrico, exercícios de respiração profunda), analgesia adequada para permitir a expansão pulmonar e a tosse, e monitoramento cuidadoso para sinais de infecção. A identificação e o tratamento precoce de qualquer complicação respiratória são cruciais para melhorar os resultados.
Fatores incluem a própria doença pulmonar subjacente, tabagismo ativo, idade avançada, tipo de cirurgia (especialmente abdominal e torácica), tempo de anestesia, e má higiene brônquica.
A otimização inclui cessação do tabagismo (idealmente >4-8 semanas antes), uso de broncodilatadores, fisioterapia respiratória, tratamento de infecções e, em alguns casos, corticoesteroides.
Medidas incluem mobilização precoce, fisioterapia respiratória intensiva (incentivo espirométrico), analgesia adequada para permitir tosse eficaz e, em alguns casos, ventilação não invasiva.
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