Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Paciente de 50 anos, masculino, etilista e tabagista, comparece ao ambulatório trazido por familiares em cadeira de rodas, referindo tosse sem expectoração há 20 anos e progressiva dependência para atividades de rotina nesse período, com dispneia atualmente aos mínimos esforços. Como antecedentes pessoais, refere que no último ano ficou internado em 4 ocasiões, sendo prescrito brometo de tiotrópio e formoterol, medicamentos que está usando regularmente. Ao exame físico, apresenta condições ruins de higiene, incapacidade para auto-sustentação e taquidispneia (FR 25 ipm), com SatO₂ 86%; a palpação revela frêmito tóraco-vocal diminuído; a ausculta pulmonar revela murmúrio vesicular presente diminuído difusamente, com roncos difusos. O restante do exame é normal. Os familiares trazem espirometria realizada há 1 semana, que evidencia VEF1=20% do previsto, com relação VEF1/CVF=50% pós-broncodilatador. A gasometria arterial colhida é a seguinte: pH 7,25; PaCO₂ 55mmHg; PaO₂ 53mmHg; BE -6 mEq/l; BIC 18 mEq/l; SatO₂ 86%.Qual a hipótese diagnóstica principal e o estadiamento?Você opta pelo tratamento ambulatorial. Qual(is) medicamento(s) deve(m) obrigatoriamente ser empregado(s), além dos já em uso?
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