Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, 63 anos, tabagista com carga tabágica de 65 maços-ano, refere dispneia ao caminhar 100 metros no plano, tendo sido hospitalizada uma vez há dois anos por piora da dispneia. Sua espirometria mostrou VEF1 de 45% do previsto pré-broncodilatador e 55% pós-broncodilatador. Qual é a primeira linha de tratamento medicamentoso?
DPOC GOLD D (VEF1 <50%, sintomas/exacerbações) → LABA + LAMA como primeira linha.
A paciente apresenta DPOC grave (VEF1 55% pós-broncodilatador, GOLD 3) com alta carga sintomática (dispneia ao caminhar 100 metros) e histórico de exacerbação (1 hospitalização). Isso a classifica no Grupo D do GOLD. A primeira linha de tratamento medicamentoso para o Grupo D é a combinação de um beta-agonista de longa duração (LABA) e um anticolinérgico de longa duração (LAMA).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. O tabagismo é o principal fator de risco. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o manejo, categorizando os pacientes com base na gravidade da obstrução do fluxo aéreo, sintomas e histórico de exacerbações. O caso apresentado descreve uma paciente com DPOC grave (VEF1 55% pós-broncodilatador, o que a coloca no estágio GOLD 3 de limitação do fluxo aéreo) e com alto risco de exacerbações (uma hospitalização prévia) e sintomas significativos (dispneia ao caminhar 100 metros). Essa combinação de fatores a classifica no Grupo D do GOLD, que exige a terapia mais intensiva. A compreensão da classificação GOLD é um pilar para a prática clínica e para as provas de residência. Para pacientes do Grupo D, a primeira linha de tratamento farmacológico é a terapia dupla com um broncodilatador beta-agonista de longa duração (LABA) e um broncodilatador anticolinérgico de longa duração (LAMA). Essa combinação oferece o maior benefício na redução de sintomas e exacerbações. O uso de corticosteroides inalatórios (ICS) é reservado para pacientes com exacerbações mais frequentes ou com fenótipo eosinofílico. O manejo da DPOC também inclui cessação do tabagismo, reabilitação pulmonar e vacinação, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade.
A DPOC é classificada pelo GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) em quatro grupos (A, B, C, D) com base na gravidade da limitação do fluxo aéreo (VEF1), no nível de sintomas (avaliados por CAT ou mMRC) e no histórico de exacerbações. Essa classificação orienta a escolha do tratamento farmacológico.
Para pacientes com DPOC classificados no Grupo D, que apresentam alto risco de exacerbações e alta carga sintomática, a primeira linha de tratamento medicamentoso é a terapia combinada com um beta-agonista de longa duração (LABA) e um anticolinérgico de longa duração (LAMA).
O corticosteroide inalatório (ICS) não é a primeira linha para todos os pacientes com DPOC. Sua adição à terapia LABA/LAMA é geralmente considerada para pacientes com histórico de exacerbações frequentes (≥2 moderadas ou ≥1 grave) ou aqueles com eosinofilia sanguínea elevada, indicando um componente inflamatório responsivo a esteroides.
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