DPOC Grave (GOLD D): Opções de Tratamento e Manejo

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 60 anos, fumante, dá entrada no hospital apresentando tosse e produção de escarro, e relata que isso vem ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos três meses durante pelo menos dois anos consecutivos, sendo diagnosticado com DPOC grave (estágio 3).Nesse caso o tratamento será:

Alternativas

  1. A) Abordar fatores de risco como exposição à fumaça de cigarro, poeiras, produtos químicos ocupacionais ou fumaça doméstica.
  2. B) Uso de broncodilatadores de ação curta.
  3. C) A oxigenoterapia em longo prazo e considerar intervenções cirúrgicas.
  4. D) Uso de esteroides inalatórios.

Pérola Clínica

DPOC grave (GOLD D) → LAMA/LABA + ICS (se eosinofilia ou exacerbações).

Resumo-Chave

Para DPOC grave (GOLD D), a terapia combinada com broncodilatadores de longa ação (LAMA/LABA) é a base. Esteroides inalatórios (ICS) são adicionados, especialmente em pacientes com histórico de exacerbações ou eosinofilia sanguínea elevada, para reduzir o risco de novas exacerbações.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. O manejo da DPOC grave (estágio 3, ou grupo D pelas diretrizes GOLD) é complexo e visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações, e melhorar a qualidade de vida. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante em qualquer estágio da doença. O tratamento farmacológico para pacientes com DPOC grave e alto risco de exacerbações (Grupo D) geralmente envolve a combinação de broncodilatadores de longa ação: um agonista beta-2 de longa ação (LABA) e um antagonista muscarínico de longa ação (LAMA). Além disso, a inclusão de um corticoide inalatório (ICS) é recomendada para pacientes com histórico de exacerbações frequentes (≥2 moderadas ou ≥1 grave no último ano) ou com eosinofilia sanguínea, pois demonstrou reduzir a taxa de exacerbações. Outras intervenções importantes incluem a reabilitação pulmonar, que melhora a capacidade de exercício e a qualidade de vida, e a oxigenoterapia domiciliar de longo prazo para pacientes com hipoxemia crônica. A vacinação (influenza e pneumocócica) é crucial para prevenir infecções respiratórias. O manejo individualizado, considerando os sintomas, o risco de exacerbações e a função pulmonar, é fundamental para otimizar os resultados.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento farmacológico para DPOC grave (GOLD D)?

Os pilares incluem broncodilatadores de longa ação (LAMA e LABA) e, em muitos casos, a adição de esteroides inalatórios (ICS), especialmente para pacientes com histórico de exacerbações ou eosinofilia sanguínea elevada.

Quando a oxigenoterapia de longo prazo é indicada na DPOC?

A oxigenoterapia de longo prazo é indicada para pacientes com DPOC grave que apresentam hipoxemia crônica em repouso (PaO2 ≤ 55 mmHg ou SaO2 ≤ 88%), ou PaO2 entre 56-59 mmHg com evidência de cor pulmonale ou policitemia.

Qual o papel dos esteroides inalatórios no tratamento da DPOC?

Os esteroides inalatórios são recomendados para pacientes com DPOC moderada a grave que apresentam exacerbações frequentes, apesar do uso de broncodilatadores de longa ação, ou para aqueles com eosinofilia sanguínea elevada, visando reduzir a frequência de exacerbações.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo