Classificação DPOC GOLD: Gravidade e Grupos de Risco

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem de 60 anos, com quadro de tosse produtiva há 5 anos, que nos últimos 2 anos evoluiu com dispneia quando sobe ladeira (MRC = 1). Ex-tabagista de 30 maços/ano. No último ano, foi internado 1 vez devido a pneumonia. Ao exame, apresentava BEG, corado, acianótico, ausência de edema de MMII, murmúrio vesicular diminuído difuso e roncos. Ausculta cardíaca normal. Rx de tórax com rebaixamento de cúpulas diafragmáticas e aumento do diâmetro anteroposterior no perfil. Espirometria: VEF₁/CVF = 0,5 e após uso do broncodilatador = 0,6 CVF = 3,77L (94%) e após uso do broncodilatador = 3,82L (96%) VEF₁ = 1,90L (70%) e após uso do broncodilatador =1,97L (72%) O quadro clínico descrito corresponde a

Alternativas

  1. A) DPOC GOLD 1 subtipo A.
  2. B) DPOC GOLD 2 subtipo A.
  3. C) DPOC GOLD 1 subtipo C.
  4. D) DPOC GOLD 2 subtipo C.
  5. E) DPOC GOLD 3 subtipo B.

Pérola Clínica

DPOC: VEF1 50-79% = GOLD 2; ≥1 internação = Grupo C/D; mMRC 0-1 = Grupo C.

Resumo-Chave

A classificação GOLD combina a gravidade da obstrução (espirometria) com o risco de exacerbação (histórico de internações) e sintomas (mMRC/CAT) para guiar a terapia.

Contexto Educacional

O diagnóstico de DPOC requer espirometria demonstrando obstrução persistente (VEF1/CVF < 0,7). A avaliação multidimensional é crucial: o grau GOLD (1-4) reflete a função pulmonar, enquanto a letra (A, B, C, D ou E) reflete o impacto clínico e risco futuro. Pacientes com histórico de internação são de alto risco e requerem terapia farmacológica otimizada (geralmente LAMA ou LAMA+LABA) para prevenir novos eventos e preservar a função pulmonar.

Perguntas Frequentes

Como é definida a gravidade da obstrução no DPOC?

A gravidade da limitação ao fluxo aéreo é definida pelo VEF1 pós-broncodilatador em pacientes com relação VEF1/CVF < 0,70. GOLD 1 (Leve): VEF1 ≥ 80% do previsto; GOLD 2 (Moderada): 50% ≤ VEF1 < 80%; GOLD 3 (Grave): 30% ≤ VEF1 < 50%; GOLD 4 (Muito Grave): VEF1 < 30%. No caso clínico, o VEF1 de 72% enquadra o paciente como GOLD 2.

Qual a diferença entre os grupos A, B e E no GOLD atual?

Nas diretrizes GOLD mais recentes (2023/2024), os grupos C e D foram fundidos no Grupo E (Exacerbador). O Grupo A tem poucos sintomas (mMRC 0-1 ou CAT < 10) e 0-1 exacerbação moderada (sem internação). O Grupo B tem muitos sintomas (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10) e 0-1 exacerbação moderada. O Grupo E inclui qualquer paciente com ≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 exacerbação levando à internação, independentemente dos sintomas.

Por que o paciente da questão foi classificado como Grupo C?

A questão segue a classificação GOLD anterior (vigente em 2020). O paciente teve 1 internação prévia (alto risco → C ou D) e mMRC = 1 (poucos sintomas → A ou C). Cruzando os dados, ele é Grupo C. Na atualização GOLD 2023, esse paciente seria classificado como Grupo E devido à internação hospitalar, simplificando a conduta para exacerbadores.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo