DPOC GOLD 2024: Classificação e Terapia Tripla Inalatória

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.Paciente do sexo masculino, 72 anos, portador de DPOC, recebe alta de internação hospitalar devido à descompensação infecciosa, com dispneia mMRC 4 e hemograma com contagem de eosinófilos de 400/mm³.Qual a classificação (grupo) atual da DPOC do paciente em questão segundo GOLD 2024 e qual o melhor tratamento inalatório de manutenção a ser proposto?

Alternativas

  1. A) CI (ICS) + SABA.
  2. B) LABA + SABA + azitromicina.
  3. C) Metilxantinas + CI.
  4. D) LABA + LAMA + CI.

Pérola Clínica

DPOC GOLD 2024: mMRC ≥2 ou ≥2 exacerbações/ano → Grupo E. Eosinófilos ≥300 → considerar CI na terapia tripla.

Resumo-Chave

O paciente apresenta DPOC com dispneia mMRC 4 e história de descompensação infecciosa, o que o classifica no Grupo E do GOLD 2024 (alto risco de exacerbações e sintomas). A eosinofilia de 400/mm³ indica uma resposta favorável ao corticosteroide inalatório (CI), justificando a terapia tripla com LABA + LAMA + CI como tratamento de manutenção.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, e as diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) são fundamentais para sua classificação e manejo. A versão 2024 do GOLD simplificou a classificação em grupos A, B e E, com o Grupo E englobando pacientes com alto risco de exacerbações (≥2 exacerbações moderadas ou ≥1 grave/ano) ou dispneia significativa (mMRC ≥2 ou CAT ≥10). O paciente em questão, com dispneia mMRC 4 e histórico de descompensação infecciosa (exacerbação), se enquadra no Grupo E. A escolha do tratamento inalatório de manutenção é crucial para reduzir sintomas e exacerbações. A terapia com broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) é a base. A inclusão de um corticosteroide inalatório (CI) na terapia tripla (LABA + LAMA + CI) é particularmente benéfica para pacientes do Grupo E com eosinofilia sanguínea elevada (≥300 células/mm³), como no caso apresentado (400/mm³), pois indica maior probabilidade de resposta anti-inflamatória e redução de exacerbações. Para residentes, é vital entender essa estratificação e a importância dos biomarcadores na personalização do tratamento.

Perguntas Frequentes

Como a classificação GOLD 2024 da DPOC orienta o tratamento?

A classificação GOLD 2024 divide os pacientes em grupos A, B e E com base nos sintomas (mMRC ou CAT) e histórico de exacerbações, orientando a escolha da terapia broncodilatadora inicial e a escalada do tratamento.

Qual a importância da contagem de eosinófilos no tratamento da DPOC?

A contagem de eosinófilos no sangue é um biomarcador que ajuda a prever a resposta aos corticosteroides inalatórios (CI). Pacientes com eosinófilos ≥300/mm³ tendem a se beneficiar mais do CI, enquanto valores baixos podem indicar maior risco de pneumonia.

Quando a terapia tripla (LABA + LAMA + CI) é indicada na DPOC?

A terapia tripla é indicada para pacientes do Grupo E que permanecem sintomáticos ou continuam a ter exacerbações apesar da terapia dupla (LABA + LAMA), especialmente se apresentarem eosinofilia sanguínea elevada.

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